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PNR: “O cónego Melo salvou o país de uma ideologia hedionda”

PNR em Braga (c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Decorreu este sábado uma homenagem ao falecido cónego Melo, em Braga, pelo “trabalho em prol da população de todo o país”. A homenagem foi levada a cabo por vários elementos do Partido Nacional Renovador (PNR) durante este sábado, e juntou cerca de 40 apoiantes daquele partido.

O Semanário V acompanhou o grupo liderado pelo presidente, José Pinto-Coelho, que manifestou orgulho por tudo o que o clérigo bracarense fez no pós-25 de abril.

PNR em Braga (c) FAS / Semanário V

Segundo José Pinto-Coelho, “o Cónego Melo, que como qualquer pessoa combativa, teve amores e ódios, e é um homem de fé que sempre trabalhou em prol da população. Na altura do PREC soube liderar um movimento anti-comunista porque não queria ver o país mergulhado num ideal hediondo”, explicou.

“Temos de o homenagear para que as pessoas tenham a coragem de bater o pé à esquerda e ao Marxismo. Eles estão a dominar-nos com as agendas LGBT, ideologia de género, leis sobre refugiados, corrupção”, afirma Pinto-Coelho.

Os nacionalistas começaram o sábado a assistir a uma eucaristia em memória do mesmo cónego, realizada na Igreja dos Congregados, para depois homenagearem também os antigo combatentes, com a deposição de uma coroa de flores e o entoar do hino nacional.

PNR em Braga (c) FAS / Semanário V

Segundo o líder, este partido patriota todos os anos celebra o 1.º de dezembro “de forma descentralizada”. “Esta é a segunda vez que vimos ao Minho, estivemos há três anos em Guimarães e este ano estamos em Braga”, explica.

Após a homenagem, o grupo percorreu ainda algumas ruas de Braga, chegando a estar a poucos metros de uma manifestação de um grupo “anti-fascista”, chegando-se a temer algum tipo de confronto no Campo da Vinha, algo que acabou por não acontecer.

PNR em Braga (c) FAS / Semanário V

Não existe direita em Portugal

“Não existe direita em Portugal”. A afirmação é do presidente do PNR, apontando o parlamento como indo “desde a extrema esquerda até ao centro”. “A apelidada direita não é direita. Por isso é que pedimos para votarem útil, no PNR, para fazermos algo no parlamento, porque a direita tímida apenas resiste palidamente perante a esquerda”, diz.

“As pessoas já não aceitam o politicamente correto. Quem pensa pela sua cabeça é perseguida e ostracizada. Quando nos impingem a ideologia de género, a dizer que é normal, e não é normal. As pessoas começam a estar fartas disso e da corrupção. Fartas da proteção do bandido. Portugal ainda é dos países mais seguros. Ainda. Embora haja alguns ghettos de insegurança, ao redor de Lisboa, e as pessoas lá sentem essa insegurança. Tudo isso é preciso ser apontado pela verdadeira direita”, refere.

PNR em Braga (c) FAS / Semanário V

“É infame a desautorização da autoridade. São perseguidos. O PNR é o único partido que fala claro, por isso fazemos muita falta na Assembleia da República. Queremos defender a ordem, justiça e soberania”, refere.

Partido violento?

José Pinto-Coelho deixa críticas à comunicação social, a quem acusa de “exagerar a imagem do PNR”. “Por várias circunstâncias sempre transmitiram uma imagem que não era verdade. Mas o PNR deu azo a que isso acontecesse. Quando algo aparece há um caminho a ser feito e não dá para saltar etapas. No início vieram parar todo o tipo de pessoas ao nosso partido, mas tem vindo a normalizar-se, e o PNR atual já não tem nada a ver com o PNR de há 15 anos a esta parte. Sobra-nos o essencial, o pensamento nacionalista, mas na imagem e no estilo de mensagem houve uma grande renovação interior”, diz.

PNR em Braga (c) FAS / Semanário V

Pichagem nos Congregados

José Pinto-Coelho apontou no imediato uma pichagem no edifício dos Congregados, onde o partido que lidera é insultado. “Esta mensagem vem na linha daquilo a que temos vivido noutros lados. Isto é feito por quem se reclama campeões da tolerância, liberdade de expressão, paz… São os mesmos a quem estala o verniz quando sentem uma oposição a sério. É fácil defender a tolerância, mas quando sentem oposição, desmascaram-se”, atira. “Lamento a selvajaria que dá cabo de um monumento lindíssimo, mas a mensagem para nós é um piropo”, finaliza.

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Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista