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Música. Wave Flow é o novo som pesado de Braga

Wave Flow (c) Luís Ribeiro / Semanário V
Fernando André Silva

“Wave Flow” são a nova banda de garagem de Braga e prometem abalar a cena do rock um pouco por todo o país. Com garagem de ensaios montada em Vila Verde, o trio de guiatarra, baixo e bateria, a cargo de Zé Pedro, Esteves e Quim Sousa, tem demonstrado o power em concertos um pouco por todo o norte do país, tendo atuado em vários concursos de bandas de garagem.

Com influências que vão desde o power rock dos anos 80, como Motorhead, até ao Grunge dos anos 90, como Pearl Jam e Nirvana, esta tripla acabou de editar o segundo álbum de originais, e inicia em breve uma tour, havendo na calha alguns concertos em Espanha e, quiçá, em outros espaços europeus.

Zé Pedro, vocalista principal e guitarrista, explica que este projeto nasceu das cinzas de um já extinto, onde o músico, em conjunto com o baixista Esteves, exploravam uma sonoridade mais suave, com influências de Rui Veloso ou João Pedro Pais. “Este estilo será aquele que procurávamos já há muito tempo”, explica Zé Pedro, admitindo que “é um pouco diferente daquilo a que estávamos habituados”.

“Quando tínhamos o projeto de música mais ligeira, os bares tinham melhor receção aos concertos, mas agora com a banda de rock é mais complicado de conseguir tocar nos bares da moda”, vinca. Sobre a mudança para os “Wave Flow”, Zé Pedro explica que o nome surgiu de uma “paranóia” relacionada com as teorias de Einstein. “Foi recentemente comprovada uma teoria antiga de Einsteint em relação aos fluxos de ondas magnéticas e eu andava sempre com aquilo na cabeça. Então apresentei essa sugestão para nome e colou”, diz Zé Pedro.

Com músicas originais e com o lançamento do segundo álbum já durante este mês de dezembro, a banda prepara agora caminho para tocar o máximo possível ao vivo. “Isso é que nos dá pica”, explica Esteves. “Gravar é bom, mas a verdade é que há dias em que conseguimos gravar cinco músicas novas. O que realmente importa é a performance no palco, pois é aí que conseguimos marcar a diferença para as outras bandas de rock de garagam, com uma prestação viva e enérgica”, aponta.

E energia não falta aos três elementos, que não escondem a ambição de se tornarem na próxima banda de garagem a conquistar estádios em todo o mundo. “Claro que temos ambição de ser uma banda de nome mundial, mas sabemos que é preciso percorrer um longo caminho e que é cada vez mais difícil. Tirando Metallica ou Green Day, já poucas bandas que saíram da garagem conseguem encher estádios em todo o mundo. O público pode estar à espera dos Wave Flow”, brinca Zé Pedro, mas com o sentimento de que é possível alcançar esse feito.

“Vamos continuar a ensaiar. Temos a sorte de ter aqui em Vila Verde um espaço de ensaio onde não pagámos renda, ao contrário de outras bandas em Braga. Aos poucos estamos a fazer contactos no mundo da música que nos possam levar a dar cada vez mais concertos”, diz o guitarrista/vocalista, deixando o apelo a todos os bracarenses que estejam atentos aos discos e concertos dos Wave Flow. A próxima grande cena do rock em Braga.

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Fernando André Silva

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Jornalista