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Elisa voltou a montar o maior presépio de Vila Verde. E está aberto ao público

Fernando André Silva

O jardim do número 75 da Travessa do Monte de Cima, junto à zona do Bom Retiro, em Vila Verde, continua a transformar-se num presépio gigante, com mais de 2.200 peças, obra e mérito de Elisa Araújo, que todos os anos se dedica a recriar parte dos quadros bíblicos em jeito natalício.

Elisa começou esta tradição há 11 anos, por altura do nascimento do filho, André, como explicou ao Semanário V. “Já fazíamos um presépio grande, mas era debaixo da árvore de Natal, dentro de casa”, explica a vila-verdense, indicando que a solução encontrada foi “deslocar o presépio para o jardim”, uma vez que “ocupava o espaço todo dentro de casa”.

“Desde há 10 anos para cá o presépio tem vindo a aumentar, e este ano é o maior de sempre, porque acrescentei mais alguns metros e cerca de 200 peças”, revela Elisa, satisfeita com o resultado.

E já recebeu várias visitas, desde entidades de formação até turmas de várias escolas do concelho. Também são várias as pessoas que passam pela casa, pedindo para ver o presépio, algo que Elisa nunca nega. “Tenho as portas abertas para quem o quiser visitar”, assegura.

Começa em novembro a recolher musgo

Situado no jardim, o presépio conta com vários recursos naturais que estão patentes todo o ano, servindo de aproveitamento para “condimentar” as figuras bíblicas expostas.

“Durante o verão, este jardim fica cheio de flores e quando chega a dezembro, as flores já desapareceram e ficam só estas plantas que costumam abrir no Natal, como os azevinhos”, aponta Elisa, mostrando a árvore de Natal – um azevinheiro – decorado naturalmente e com uma estrela artificial no topo.

Para além dos recursos naturais do próprio jardim, como pedras “musgadas”, Elisa começa em novembro a recolher o musgo, tradicionalmente de freguesias da zona do Gerês.

Em termos de estimativa, Elisa garante ter já empenhado “largos milhares de euros” na aquisição das peças do presépio e em material para toda a construção. “É mesmo uma prenda que dou a mim mesma”, reforça, entre risos.

A grande novidade deste ano são mais 200 peças que Elisa foi adquirindo ao longo do ano, já a pensar no presépio de Natal.

“O investimento é grande mas não faço isto para ganhar dinheiro. Quero transmitir o espírito natalício ao máximo de pessoas possíveis e salvaguardar a memória dos meus pais, que gostavam muito de fazer o presépio”, vinca, deixando o convite a todos que queiram visitar.

Fotos: FAS / Semanário V

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Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista