Braga

Cidadãos reúnem com Governo para evitar venda da Confiança

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Escrito por Redação

A Plataforma Salvar a Fábrica Confiança reuniu-se esta quarta-feira, no Porto, com a Secretária de Estado da Cultura, Ângela Ferreira, com a Directora-Geral do Património Cultural, Paula Silva e com o Director Regional da Cultura Norte, António Ponte. O encontro serviu para pôr o Governo a par das várias iniciativas levadas a cabo por diferentes movimentos de cidadania que defendem que a Fábrica Confiança continue na esfera municipal e que seja cumprido o desígnio da expropriação, realizada em 2012, para que seja transformado num espaço cultural aberto à população.

Maria Manuel Oliveira, membro da plataforma, deseja que agora “se abra um novo canal de comunicação entre a cidade e a Câmara Municipal” e que se “envolva a população e as associações para se discutir um programa futuro para a Confiança tendo em vista a sua utilização como espaço multicultural”. Lembrou ainda o potencial e exemplos de utilização cultural de estruturas industriais, mesmo em fase anterior à sua reabilitação: “na Confiança seria muito interessante instalar-se de imediato um laboratório da memória colectiva”.

“Foram os cidadãos que conseguiram suspender o processo de alienação e que levaram ao início do procedimento de classificação do edifício da Confiança por parte do Ministério da Cultura. Nestes últimos meses temos alertado para questões que a Câmara de Braga teimava em ignorar, como o valor histórico e patrimonial do edifício ou a via romana XVII que atravessa o perímetro da Fábrica,” comenta Cláudia Sil, membro da Plataforma Salvar a Fábrica Confiança.

Apesar de o processo de mobilização ter enfrentando a oposição da autarquia, como é o caso da recusa do presidente de Câmara de Braga em receber as 18 associações que estão contra a venda ou da intervenção da polícia municipal para impedir que membros da Plataforma e do presidente da Junta de Freguesia de S. Victor acompanhassem, tal como estava previamente acordado, a visita dos deputados à Fábrica Confiança, considera-se que chegou a hora de a autarquia de Braga voltar a dialogar com a sociedade civil e com outros órgãos político. “As últimas semanas demonstraram que existem várias frentes motivadas em apoiar a autarquia na manutenção da Fábrica Confiança na esfera pública. Os cidadãos já se fizeram ouvir, nenhum dos deputados da Comissão Parlamentar de Cultura que estiveram em Braga defendeu a venda do imóvel e a Secretária de Estado da Cultura anunciou que, além do procedimento de classificação, acompanhará todos os desenvolvimentos relativos à Fábrica Confiança”, refere Luís Tarroso Gomes, membro da Plataforma.

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