Braga

Secretário de Estado vai resolver problema de transbordo no Porto de Alfa para Braga

Fernando André Silva

Guilherme d’Oliveira Martins, secretário de Estado do Planeamento e Infraestruturas, garantiu esta sexta-feira que o Governo vai resolver a curto prazo o “transbordo” forçado no Porto em relação ao Alfa Pendular que segue de Lisboa para Braga. Os utentes que seguem naquela linha têm sido obrigados a realizar um transbordo em um comboio suburbano para fazer o restante percurso entre Porto e Braga.

Segundo aquele governando, esse problema será resolvido em breve, apontando “esforço” do Governo para que a situação normalize. “Há um esforço de recuperação e quando chegam a uma idade de 15 anos têm que ser reformados. Nos dez Alfa que temos disponíveis reformamos seis. Neste esforço há sempre um Alfa que tem estado em manutenção, o que reduz a oferta”, explicou o governante, justificando o atual transbordo para Braga.

O anúncio foi feito à margem da apresentação de 112 novos trabalhadores na empresa pública EMEF, esta manhã, na cidade do Porto, que visa um investimento de 1,8 milhões daquela empresa pública para dar resposta aos problemas de falta de manutenção e pessoal nos comboios da CP.

O secretário de Estado salientou que “este reforço de trabalhadores por parte da EMEF vem demonstrar que há uma necessidade de investimento na manutenção ferroviária e a manutenção ferroviária abrange todos os tipos de material circulante. Estamos a falar dos urbanos, dos Alfa, dos diesel que são usados em várias linhas”, referiu o governante.

Este investimento, garante o secretário de Estado, trará uma nova capacidade para garantir que a circulação é feita sem supressões, sem qualquer tipo de problemas e com a garantia que de segurança máxima.

“Temos assistido a um desinvestimento forte no campo ferroviário e que se sente na idade do material circulante e na manutenção. Entre 2011 e 2015 tivemos uma redução de cerca de um terço da força laboral da EMEF. Estamos a falar em 1.500 trabalhadores que passaram para 979 em 2015”, referiu.

“Houve um ‘secar’ da empresa, com o intuito de fazer uma privatização que nós não aceitamos e negamos desde a primeira hora”, ressalvou o responsável, referindo que no final deste ano a EMEF terá no seu ativo 1022 trabalhadores.

Guilherme d’Oliveira Martins falou ainda das greves que têm assolado o setor ferroviário: “As greves são um exercício de direitos por parte dos trabalhadores, há reivindicações, há uma negociação em cima da mesa que respeita o acordo de empresa”, salientou.

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Jornalista