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Vila Verde. Ciganos percebem que têm de estudar para sair da pobreza e fragilidade social

Projeto Ciga Giro (c) Luís Ribeiro / Semanário V
Fernando André Silva

O projeto Ciga Giro, que inclui cerca de 250 pessoas das comunidades ciganas do concelho de Vila Verde, marca o encerramento de um ciclo com três anos de intervenções junto daquela comunidade no âmbito da 6.ª geração do programa “Escolhas”.

O final de ciclo foi destacado com a apresentação do evento “Gentes e identidades, respostas e opções”, na Biblioteca de Vila Verde, esta quinta-feira, inaugurando também uma exposição fotográfica, patente naquele espaço, da autoria de Daniel Camacho. Foi ainda exibido um documentário de César Peixoto.

Júlia Fernandes, vereadora da Cultura, Educação e Ação Social em Vila Verde, testemunhou uma “grande evolução” do que foi feito ao longo dos três últimos anos. “A grande dificuldade que existia há nove anos era fazer com que as crianças frequentassem a escola. Hoje eles já percebem que estudar é essencial para que possam sair de situações de pobreza e fragilidade social”, referiu a vereadora, assegurando que as crianças de etnia cigana em Vila Verde estão “extremamente bem integradas”. “Vão à escola, não faltam, e os pais têm uma enorme preocupação nesse sentido. Alguns deles têm mesmo a ambição de ir para o ensino superior”, destacou.

O Ciga Giro, sediado no Centro Comunitário da Cruz Vermelha de Prado, é um projeto de intervenção social que procura criar novas oportunidades de desenvolvimento e de integração social para as crianças, jovens e suas famílias e tem atuação nas comunidades ciganas de Moure, Cabanelas, Regal, Soutelo e Parada de Gatim.

 

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Fernando André Silva

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Jornalista