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Presépio de Priscos foi construído a pensar na mobilidade reduzida

Inauguração Presépio de Priscos (c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

O Presépio Vivo de Priscos, inaugurado este domingo, foi construído já a pensar nos eventuais visitantes com mobilidade reduzida. Durante a inauguração, o convidado de honra deste ano que sucedeu a Jerónimo de Sousa [2016] e Marcelo Rebelo de Sousa [2017], foi o bombeiro Rui Rosinha, que ficou com mobilidade reduzida depois de um grave acidente durante os incêndios de Pedrógão Grande, em junho do ano passado.

Acompanhámos a visita de Rui Rosinha através da sua scooter elétrica adaptada à mobilidade reduzida, com um ou outro percalço, mas sempre em locomoção. No final da visita, o bombeiro disse ao Semanário V que este presépio é um exemplo que incluí diversos tipos de pisos e elevações. “Mas pensaram sempre em quem tem mobilidade reduzida”, adiantou.

Em alguns locais, com inclinação ou com uma subida mais íngreme, Rui Rosinha foi ajudado pelos filhos, que o acompanharam, e pelo vereador do Ambiente da Câmara de Braga, Altino Bessa, que “arregaçou as mangas” e ajudou a “puxar” a scooter quando a mesma aparentemente ficou com problemas técnicos.

Inauguração Presépio de Priscos (c) FAS / Semanário V

Para que Rui Rosinha completasse as centenas de quadros vivos recriados por perto de 1.000 pessoas, foi crucial a utilização de rampas em detrimento de escadas em grande parte do percurso, algo que foi idealizado de raiz, como contou ao Semanário V o padre João Torres, principal mentor deste presépio vivo que já é o maior da Europa.

“Construímos as infraestruturas a pensar nos visitantes com mobilidade reduzida e penso que ficam com toda a liberdade para visitar o presépio. O único local mais sensível será a entrada na gruta de Maria e José, que tem um degrau que decidimos manter, mas as pessoas podem entrar pela porta de saída da gruta, que tem acesso total”, explicou.

Durante a visita, Rui Rosinha mostrou-se encantado com o que encontrou em Priscos. “Parece algo que dá muito trabalho mas o resultado final é mesmo muito bonito. Confesso que saio daqui encantado com o que vi”, disse.

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Jornalista