Braga

Francisco Mota quer “rasgar a escuridão das culpas” entre Rio e Salvador neste Natal

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Escrito por Redação

Francisco Mota, líder da Juventude Popular (JP) de Braga, escreveu uma carta natalícia aos “amigos presidentes” Ricardo Rio [CM Braga] e António Salvador [SC Braga] para que, como prenda de Natal dirigida aos bracarenses, haja uma renegociação do contrato de renda do Estádio Municipal, que é atualmente de 500 euros, para um valor que suporte os custos de manutenção e conservação do recinto, a cargo da CM Braga.

Em jeito natalício, recentemente eleito militante do ano da JP a nível nacional, pede aos dois líderes que deixem de viver nos tempos em que “todos sacodem água do capote” e que “está na hora de compreendermos que uma renda de 500 euros mensais é um valor irrisório e frustrante para as famílias bracarenses tendo em conta que esse é o valor que a maioria paga pela sua habitação”.

“Neste Natal a maior prenda que poderiam oferecer às novas e futuras gerações seria de renegociar o contrato programa do Estádio Municipal em 2019, garantindo que a renda a pagar cobriria a sua manutenção e conservação”, escreve Francisco Mota, reforçando que o estádio “foi uma imposição ao SC Braga”, mas que “o apoio do município ao longo de décadas possibilitou em muito o crescimento do clube”.

“É necessário rasgar a escuridão das culpas e abrir o horizonte das soluções. Coloquemos décadas de dívida que limitam a crença dos mais jovens no seu próprio futuro no ‘antigamente’ e renovemos a escritura. Impeçamos que os jovens carreguem, no entanto, a cruz dos impostos e o calvário da falência”, atira o líder na carta de Natal.

A construção do estádio levou a uma dívida bancária contraída pelo então executivo socialista de 80,1 milhões de euros, dos quais ainda se encontram por pagar 25 milhões de euros, sendo que o município tem um encargo bancário anual de 7,5 milhões de euros.

Além disso, tem um gasto anual entre 100 e 150 mil euros com despesas de manutenção do Estádio, relacionadas com a monitorização das infra-estruturas, com reparações ou com manutenção do placard e materiais de apoio electrónico.

A única fonte de receita do município é a renda cobrada ao SC Braga, de 550 euros mensais.

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