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“Coletes amarelos” de Braga foram para casa mas prometem “segundo round”

FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Terminou com um misto de insatisfação e orgulho para os manifestantes do protesto desta sexta-feira dos “coletes amarelos” em Braga. O grupo, de cerca de meia centena de pessoas vindas de vários pontos do distrito, acabou por se concentrar em frente à Câmara de Braga depois de uma ordem da PSP para que fosse retomada a circulação. O trânsito esteve cortado no Nó de Infias e entre o troço da circular entre o Túnel da Estação e o Braga Parque.

Os manifestantes queriam os carros retidos em alguns pontos daquele Nó, mas a PSP de Braga desenvolveu esforços durante toda a manhã, em diversas artérias da cidade, para reencaminhar os automobilistas por acessos alternativos aos pontos cortados.

FAS / Semanário V

Pouco depois das 12 horas, a PSP terá apelado aos manifestantes para desmobilizarem, o que provocou indignação do grupo que se dirigiu ao edifício da Câmara de Braga, noutro ponto da cidade.

Três elementos da organização reuniram com o presidente da Câmara de Braga, que terá pedido que desmobilizassem o protesto, algo a que os organizadores acabaram por aceder.

Acabaram por obter reações negativas de outros manifestantes aquando anunciado que, caso o mesmo continuasse, seria sem os três elementos “que deram a cara na Câmara”.

FAS / Semanário V

Apesar das divergências sobre o final do protesto, vários dos que marcaram presença durante esta tarde referem que o bloqueio desta manhã é motivo de orgulho e pretendem retomar o manifesto em data à posteriori.

Esta manifestação acabou por provocar vários constrangimentos em Braga e arredores, provocando filas de quilómetros nas diversas entradas e saídas da cidade.

Por duas vezes, junto à Taberna Belga, que acabou por conhecer alguns momentos de maior tensão entre manifestantes e condutores, um autocarro parado na rotunda pelos manifestantes dificultou acesso dos meios de socorro, levando mesmo a que uma ambulância INEM retrocedesse, perdendo alguns minutos no caminho para o Hospital de Braga.

FAS / Semanário V

Também um veículo de combate a incêndios urbanos sentiu dificuldades quando se dirigia para um incêndio em contentores de lixo, algo que acabou por ser um falso alerta.

Entre outros constrangimentos, alguns motoristas de autocarro ficaram retidos à entrada da cidade, levando a que os passageiros seguissem a pé, debaixo de chuva persistente, como contaram os motoristas do mesmo ao Semanário V.

Chegada dos primeiros manifestantes (c) FAS / Semanário V

O protesto teve início pelas 6 horas da manhã quando o grupo, ainda reduzido, começou pelo corte do acesso da variante do Cávado à Av. António Macedo, cortando depois os restantes acessos àquele nó. Reivindicam, entre outras coisas, subida do salário mínimo para valores mais elevados e a descida do IVA.

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Fernando André Silva

Jornalista