Braga

JP/Braga congratula-se com intenção da Luís de Castro como Residência Universitária

JP/Braga (c) Mariana Gomes / Semanário V
Redação
Escrito por Redação

Considerando o tema da residência estudantil como “um pilar fundamental para o alargamento da democratização do Ensino Superior, no quadro da inclusão social e do bem-estar dos estudantes” – aspeto que aponta como “prioritário num Estado de Direito Democrático e baseado na igualdade de oportunidades”, Francisco Mota reagiu, esta quarta-feira, ao anúncio da construção de duas novas residências Universitárias em Braga.

Segundo o presidente da estrutura bracarense, “Portugal debate-se com severas dificuldades de âmbito estrutural e conjuntural, concomitantemente, respeitantes ao acesso ao alojamento estudantil por parte das franjas mais jovens da sociedade”. “A discrepância acentuada entre os salários e custos, conjugado com um aumento generalizado dos preços dos imóveis, a dificuldade de acesso ao crédito, a insuficiente oferta pública de residenciais e os diminutos apoios sociais, são fatores que concorrem para impedir que os jovens deslocados disponham de alojamento condigno”, acrescenta.

Mota reforça ainda a satisfação com o facto de a tutela ter acolhido a proposta da JP Braga para que a antiga escola Luís de Castro se tornasse Residência Universitária, algo que “demonstra que é possível estar na política de forma construtiva e que os interesses comunitários estão acima de qualquer diferença ideológica”, disse.

O líder centrista enalteceu, também, o envolvimento de todas as entidades, organizações e personalidades que permitiram que “uma boa ideia se torna-se uma realidade em prol da nossa comunidade académica e da cidade”, parabenizando igualmente a intenção do governo em criar nas antigas instalações do Centro de Recrutamento de Braga, em Santa Tecla, mais uma residência: “Não só é importante para os estudantes deslocados, como para a cidade que poderá requalificar um espaço importante da nossa urbe.” Falta apenas o governo cumprir”, atirou o dirigente.

Ainda assim, Francisco Mota expôs preocupação com o modelo de financiamento para a reconstrução e atualização destes imóveis. “O Governo, em sede do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior, tem que rever os mecanismos de reabilitação de edifícios. De acordo com o referido Plano, para a reabilitação de edifícios as instituições de ensino superior podem recorrer ao Fundo Nacional, tendo em vista a Reabilitação do Edificado (FNRE), ou ao Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFFRU). Através do FNRE, gerido pela Fundiestamo (empresa da Parpública), as universidades, politécnicos, municípios ou instituições particulares de solidariedade social podem entregar os seus imóveis devolutos ou disponíveis ao fundo que, por sua vez, irá reabilitá-los”, recordou o jovem centrista.

Lembrando que o Plano de Alojamento para o Ensino Superior prevê que as instituições tenham de ceder o património a reabilitar ou a construir – no caso de terrenos à Fundiestamo – para que depois tenham de amortizar a despesa que esta assume, Francisco Mota sublinha como tal medida constitui “um entrave ao sucesso da iniciativa, não querendo as instituições arriscar-se a perder o seu património, perdendo a liberdade e a autonomia para fazer a gestão mais adequada dos seus espaços.”

Por fim, a Juventude Popular recorda que “este tem sido o governo das promessas, das cativações e das intenções”, mas onde falta concretizar. “Para bem da nossa comunidade, esperemos que não falte esse último passo”, finalizou.

Comentários

Acerca do autor

Redação

Redação