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Braga. Centenas já aquecem para o Natal no ‘Bananeiro’

Natal no Bananeiro (c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Este sábado, no centro da cidade de Braga, registou-se uma enorme afluência ao comércio local, com milhares de pessoas pelas ruas do centro histórico em busca das últimas compras para o Natal. E nem a tradicional Casa das Bananas foi exceção, com vários grupos a provarem a famosa banana acompanhada do Moscatel.

Segundo Manuel Rio, proprietário do espaço, a casa está sempre “apetrechada” com vinho moscatel e bananas para quem quiser. “Hoje de facto está a vir aqui muita gente, o tempo está bom e as ruas estão cheias, mas não me apanharam desprevenido”, disse ao Semanário V.  Os números de bananas em stock não avança, mas aponta que está preparado para a habitual enchente no próximo dia 24 de dezembro.

Cá fora, vários grupos de pessoas preparam-se para o Natal em jeito de festa. Um grupo de primos, alguns de Braga e outros do Porto, decidiram continuar a tradição, não deixando que o sábado antes do Natal seja passado sem uma passagem pelo ‘Bananeiro’. Ao Semanário V, explicam que “os do Porto vêm a Braga passar o Natal e a Casa das Bananas é local obrigatório”. Afiançam ainda que, no dia 24, voltam a marcar presença naquela rua.

Noutro ponto da rua do Souto, junto ao ‘Bananeiro’, um grupo de vários funcionários da firma bracarense Ricardo & Vaz, de mobiliário de escritório, partilham a banana e o vinho em convívio de Natal. “Como não vamos estar mais juntos até ao Natal, decidimos vir aqui beber uns copos”, explica José Xavier, um dos fundadores da firma que conta já com 22 anos. Também Ricardo Pinto, Paulo Gomes e Ricardo Ramalho falaram à reportagem do Semanário V, acrescentando que estes copos são “um aquecimento para o Benfica – Braga [futebol], que se realiza amanhã.

A tradição da queimada do ‘Bananeiro’ – comer uma banana e beber um moscatel -, mantém-se viva naquela casa há mais de 30 anos, a cargo da família Rio. No próximo dia 24 de dezembro, ao final da tarde, aquele espaço abre portas à população de Braga que adere em peso para “enganar o estômago” enquanto espera pelas batatas e pelo bacalhau.

 

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Fernando André Silva

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Jornalista