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Empresa de Braga ganha obra de 145 milhões de euros para reconstruir vila angolana

Santuário da Nossa Senhora da Muxima
Redação
Escrito por Redação

O Grupo Casais, com sede em Mire de Tibães, Braga, venceu o concurso público lançado em julho pelo Governo de Angola para a construção de diversas infraestruturas em uma vila ao redor de um santuário mariano, a 130 quilómetros de Luanda, em Angola.

No total, e em conjunto com uma empresa subsidiária [Omatapalo, DA] da Carlos José Fernandes & Co. Lda, de Viana do Castelo, irá receber perto de 145 milhões de euros pela empreitada de construção das infraestruturas da vila da Muxima durante os próximos dois anos.

Sede do Grupo Casais (c) FAS / Semanário V

De acordo com um de quatro despachos de 19 de dezembro do Presidente da República angolano, João Lourenço, citados pela Lusa, foi autorizada a contratação da construtora bracarense, que se uniu em consórcio com a Omatapalo, SA, dedicada a engenharia e construção.

Em outro despacho do PR com a mesma data, é ainda autorizada a contratação da Progest, que, ao que apurou o Semanário V, tem sede na Rua António Cândido Pinto, em Braga, como empresa fiscalizadora da obra, em contrato de 365 mil euros.

O projeto consiste em construir as infraestruturas necessárias para modernizar e requalificar a vila de Muxima, e acompanha outra obra, a construção de uma basílica no santuário mariano de Nossa Senhora da Muxima, que recebe perto de um milhão de peregrinos no início de setembro. A construção da basílica foi adjudicada à construtora portuguesa Somague.

Sobre as infraestruturas a edificar na vila de Muxima, ainda pouco se conhece, mas a basílica foi já apalavrada em 2008, durante a visita do Papa Bento XVI a Angola. O na altura presidente José Eduardo dos Santos assegurou a construção de uma basílica com capacidade para 4.600 pessoas sentadas, para além de uma praça pública com capacidade para 200.000 peregrinos e um parque para 3.000 viaturas.

O Santuário de Muxima é o maior centro mariano da África subsariana, cujo atual templo permite apenas lugar para 600 pessoas sentadas. Após as obras, será o primeiro santuário nacional em Angola reconhecido como tal pela Igreja Católica.

A vila foi ocupada pelos portugueses em 1589 que, dez anos depois, construíram uma fortaleza e a igreja de Nossa Senhora da Conceição, também conhecida como “Mamã Muxima”.

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