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PCP questiona Governo sobre encerramentos no setor têxtil no distrito de Braga

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Escrito por Redação

A direção da organização regional de Braga do Partido Comunista Português (PCP) está apreensiva com o encerramento de pequenas e médias empresas do setor têxtil no distrito de Braga e denuncia a intenção de mais encerramentos com especial incidência nos concelhos de Fafe, Vizela e Guimarães.

Os comunistas citam o Instituto Nacional de Estatísticas que aponta um aumento de 4% na faturação daquela indústria em 2017, salientando que os primeiros dez meses de 2018, na confeção de vestuário, as exportações portuguesas atingiram 268 milhões de euros por mês, o que equivale a um aumento de 1,6% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Em carta dirigida ao Ministro da Economia, o gabinete de Braga dá conta de uma “situação iminente” de encerramento de “dezenas de unidades” têxtil no distrito, apontando empresas com mais de 40 trabalhadores que estão com quebra de encomendas das grandas empresas internacionais e em risco de diminuir a produção.

“Estamos perante um problema que é indissociável da profunda dependência económica de um tecido empresarial composto maioritariamente por pequenas empresas, a trabalhar em regimes de subcontratação, sem qualquer regulamentação ou normas que protejam as empresas contratadas contra as arbitrariedades das contratantes, os grupos multinacionais, cuja quebra de encomendas vem provocar sérias dificuldades e ameaças a este setor”, apontam os comunistas, questionando que medidas tomará o Governo relativamente ao acompanhamento deste setor “no sentido de enfrentar as dificuldades e ameaças” aos “postos de trabalho e pela criação de riqueza que representa para a região e país”.

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