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Tecnologia. Braga é onde mais se inventa em Portugal

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Escrito por Redação

A cidade de Braga tem duas entidades nos três primeiros lugares do ranking de pedidos de registos de invenções a nível nacional durante o ano de 2018, segundo dados do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI), recentemente divulgados.

A Bosch Car Multimedia Portugal, sediada em Braga, lidera este ranking com 26 pedidos de registo de invenções, enquanto a Universidade do Minho ocupa o segundo lugar do ranking, com 15 pedidos, os mesmos que a Universidade do Porto.

A região Norte é, aliás, quem lidera nas invenções, com um total de 234 pedidos efetuados, o que representa 40% do total de registos efetuados junto do instituto certificador. Segundo as estatísticas, o Norte cresceu quase 10% em relação a 2017, com a área metropolitana de Lisboa a sofrer uma queda de 12,1% em relação ao mesmo ano.

Os cinco melhores do rankging incluem ainda a Bosch Termotecnologia, de Aveiro e o INESC TEC, do Porto, cada um com 10 pedidos.

Em declarações à publicação Dinheiro Vivo, Paulo Nunes de Almeida, presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), refere que este “é um claro sinal de uma forte aposta do país, e muito em particular da região Norte (em termos absolutos e relativos), nas vertentes da investigação, desenvolvimento e inovação”.

Diz ainda que “nesta matéria, estamos a caminhar para uma redução do nosso atraso relativo, face à média europeia, evidenciado nos relatórios europeus da inovação”.

José Rodrigues Oliveira, responsável pela area de Inovação da Bosch de Braga, “estes dados são, em grande parte, o resultado dos vários projetos que compõem o programa de inovação Innovative Car HMI”, que também envolve a Universidade do Minho.

“São também o reflexo da vontade de criar novas tecnologias/produtos que possam mudar o paradigma de feito em Portugal para inventado em Portugal”, disse.

“É por isso que este programa de inovação foi já alvo de uma nova candidatura e a sua terceira fase encontra-se em aprovação. Planeamos com isso alcançar mais de 30 novos pedidos de patente”, antevê, sublinhando a “importância dos apoios europeus e governamentais no domínio da investigação, desde logo, na mobilidade do futuro, em particular, na condução autónoma”.

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