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Política. Jorge Faria fala em “atropelo à democracia dentro do PS Braga”

Jorge Faria © DR
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Escrito por Redação

Jorge Oliveira Faria, candidato derrotado nas últimas eleições concelhias de Braga do Partido Socialista (PS), reagiu à demissão do presidente eleito, Artur Feio, e de vários membros daquela comissão política, indicando que “não há renúncia nenhuma” pois o ato eleitoral foi, segundo aquele candidato, “ilegítimo”.

Em comunicado enviado às redações, Jorge Faria indica que foi convocada uma reunião “de caráter urgente”, na qual foi apresentada a demissão. O socialista indica que, embora existissem outros pontos na convocatória para aquela reunião, a mesma não chegou a ocorrer pois Artur Feio terá anunciado a demissão, assim como vários outros elementos daquela comissão, abandonando posteriormente a sala.

Diz Jorge Faria que este é “mais um atropelo à democracia dentro do PS Braga”. “É vergonhoso que se convoque uma reunião com o propósito de que esta reunião não venha sequer a ter lugar. Se queriam entregar uma declaração a manifestar a indisponibilidade para dirigir a concelhia de Braga, era escusado convocar os elementos da Lista A para assistirem, como espectadores, àquela cena de teatro”, atira Jorge Faria, indicando que “para se demitirem, bastaria remeter uma carta à direção nacional do Partido Socialista”.

Jorge Faria refere ainda que a lista A, que liderou, “não reconhece legitimidade democrática a estes putativos órgãos do PS”, indicando que a designada demissão da lista B “não faz sentido” por considerar que aquela lista “ocupa ilegitimamente” os órgãos executivos do PS Braga.

O socialista diz ainda que esta pode ser “uma manobra de diversão com claro intuito de se manter no poder fora do quadro democrático”, mas reconhece que a “assunção por Artur Feio da óbvia inexistência de condições para este gerir os destinos do PS Braga, num quadro democrático, em quem tem de conviver com ideias diferentes, é um passo em frente para que o PS reencontre o seu caminho junto dos bracarenses”.

O agora presidente demissionário foi eleito para o cargo em janeiro de 2018, num ato eleitoral contestado por a lista opositora, liderada por Jorge Faria, considerar que a lista de Feio não podia ter ido a eleições porque “violou o regulamento” do PS ao ser entregue sem a respetiva moção política.

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