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Vila Verde. Lanhas ganha lar e jardim para utentes com Alzheimer

Projeto Jardim sensorial da Casa da Alegria
Fernando André Silva

A freguesia de Lanhas, no concelho de Vila Verde, vai passar a contar com um lar e centro de dia para pessoas com Alzheimer e outras demências. Esse espaço contará ainda com um jardim sensorial.

A “Casa da Alegria”, assim se chama o novo projeto, começa a ser construído a partir do próximo sábado, com o lançamento da primeira pedra.

O investimento é do Centro Social Vale do Homem, com sede naquela freguesia, que vê assim aumentar o espaço de acolhimento e prestação de cuidados de saúde no espaço situado junto ao campo de futebol, no centro da freguesia.

Projeto Casa da Alegria

Ao Semanário V, o presidente da direção do CSVH, Jorge Pereira, confirma o investimento e revela que este é um caso único na região de Braga por se tratar de um edifício pensado e criado de raiz para pessoas que sofrem de Alzheimer.

Jorge Pereira explica que foram encetadas várias reuniões com um organismo ligado ao Governo espanhol que se dedica à investigação da doença de Alzheimer. Foram também feitas visitas a uma casa similar em Espanha e foi recolhida a informação necessária para avançar com o projeto do novo edifício.

Para além da valência da casa, que albergará 31 utentes em regime permanente e outros 19 em regime de centro de dia, Jorge Pereira explica que será ainda construído um “jardim sensorial” de 2.500 metros quadrados, com as melhores condições encontradas no país, para acolher este tipo de utentes.

O novo jardim, que substitui uma horta social que existe agora no mesmo local, será uma das formas de ajudar a minimizar os efeitos da doença nos utentes. Explica que o jardim terá todo o tipo de vegetação, percursos e quedas de água, para “trabalhar todos os sentidos”.

Projeto Jardim sensorial da Casa da Alegria

“Os utentes podem trabalhar os sentidos ao tocar nas superfícies das folhas, ao cheirar as flores, ao ouvir a água a cair. Tudo isso serve como terapia, e é uma das melhores para quem tem demências”, refere.

“O jardim serve para aguçar os cinco sentidos: tato, paladar, audição, olfato e visão, e as plantas são o motor que proporciona a realização dessa ideia”, explica.

Jorge Pereira aponta ainda que este jardim é uma forma de se tratar os utentes sem que se utilizem fármacos, algo que é sempre uma prioridade para os prestadores de saúde.

A primeira pedra deste novo espaço será lançada no próximo sábado e conta com a presença do Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga e dos presidentes de camara de Vila Verde, Amares e Terras de Bouro.

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Jornalista