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PSP atenta a seringas com sangue junto à capela de Guadalupe, em Braga

Seringa encontrada no chão em Guadalupe © FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Alguns moradores de São Víctor, na cidade de Braga, estão revoltados com o rastro de seringas que têm encontrado na Rua Álvaro Miranda, junto à capela de Guadalupe, algumas delas ainda com sangue de alegados toxicodependentes.

A situação preocupou também o presidente da junta que já se deslocou ao local com agentes da PSP para incluir o espaço na “rota de vigilância” daquela esquadra.

A denuncia foi feita ao presidente da autarquia de São Victor esta quinta-feira. Ricardo Silva, autarca, deslocou-se ao local na manhã desta sexta-feira com um agente “de proximidade” da PSP e constataram que existiam pelo menos quatro seringas utilizadas, umas das quais com sangue.

Ao Semanário V, o autarca de São Victor explicou que este não era um local sinalizado e que até pouco tempo não seria utilizado, até porque, embora seja um local discreto, está voltado para uma das ruas que dá acesso ao Largo da Senhora-a-Branca e à Avenida Central, dos locais mais frequentados em Braga.

Segundo o autarca, uma patrulha da PSP irá passar naquele local várias vezes durante os próximos tempos, de forma a dissuadir alegados toxicodependentes que utilizam aquele espaço, que é público.

Ricardo Silva explicou também que a situação foi comunicada à AGERE e que os mesmos vão tratar da limpeza do local, que apresenta um grave perigo para crianças que brincam no parque infantil situado junto à capela de Guadalupe, a poucos metros do “buraco” dos toxicodependentes.

Autarca e PSP fazem ronda e encontram “ocupas” em casas abandonadas

Na sequência da denúncia deste local, o autarca e o “agente de proximidade” da PSP fizeram uma ronda por outros locais propícios ao consumo escondido de estupefacientes, nomeadamente em algumas moradias devolutas.

Ao Semanário V, Ricardo Silva explicou que numa dessas casas encontraram três “ocupas” a consumir heroína. Foram identificados pelo agente da PSP e seriam de fora da cidade. Ao que apurámos, os três eram do concelho da Póvoa de Lanhoso.

“Temos também esse problema porque mesmo que as casas estejam fechadas, eles arrebentam com os portões e acabam por ocupar aqueles edifícios para consumo de estupefacientes”, adiantou ainda o autarca.

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Jornalista