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Líder da JS/Braga defende eliminação das propinas no ensino superior

Bruno Gonçalves (JS Braga)
Redação
Escrito por Redação

“Uma questão de progresso”. É desta forma que o presidente da concelhia de Braga da Juventude Socialista (JS) vê a eliminação das propinas no Ensino Superior, nova bandeira do Governo e do ministro com a tutela do Ensino Superior, Manuel Heitor.

Para o governante, o fim das propinas no prazo de uma década “deve ser um cenário favorável”, mas só será possível através de “um esforço coletivo de todos os portugueses”.

Já Bruno Gonçalves, líder da JS/Braga concorda com a tutela e fala em “ferramente de exclusão” no que toca aos custos de acesso ao Ensino Superior.

“Portugal, segundo dados recentes, é o sexto país do quadro comunitário onde a propina de primeiro ciclo representa maior esforço para as famílias”, aponta o jovem socialista, falando em “dificuldades” das famílias no acesso às universidades.

“As instituições de ensino superior portuguesas e o Estado precisam de ser capazes de projetar um país de futuro mais qualificado e mais preparado para as mudanças, cada vez mais aceleradas, fruto de progressos sociais e laborais. As universidades e politécnicos, em particular, devem ser capazes de formar cidadãos preparados para responder ao futuro de um país competitivo e progressista”, diz Bruno Gonçalves.

Segundo aquele líder, a JS defende que a propina de 1.º ciclo “possa ser eliminada, de forma gradual” durante os próximos cinco anos e que a propina de 2.º ciclo seja “alvo de limitação de um teto máximo”.

“Eliminar, gradualmente, a propina em Portugal não é, apenas, matéria de igualdade e de justiça: é pensar no futuro do país enquanto território coeso, competitivo e, verdadeiramente, desenvolvido”, aponta ainda Bruno Gonçalves.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, defendeu na segunda-feira políticas que garantam a redução dos custos das famílias com filhos no ensino superior, admitindo o fim das propinas, reiterando algo que já afirmara no ano passado.

Durante a sua intervenção na Convenção Nacional do Ensino Superior 2030, que decorreu no ISCTE-IUL, em Lisboa, Manuel Heitor lembrou os ideais europeus que garantem a frequência do ensino superior sem sobrecarga para as famílias.

Esta intervenção suscistou várias reações, entre as quais a do primeiro-ministro António Costa e do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que se mostraram favoráveis à medida.

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