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Braga quer taxa turística ainda em 2019. Valor sobe 0,50€ em relação à previsão inicial

Turismo em Braga c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

A Câmara de Braga quer implementar uma taxa turística de 1,5 euros a partir do 2.º semestre de 2019, estimando que a medida gere cerca de meio milhão de euros por ano, disse hoje o presidente da autarquia em declarações à Agência Lusa.

A taxa a aplicar sobe assim um aumento de 50 cêntimos em relação à previsão apontada ao Semanário V em agosto de 2018 pelo vereador com o pelouro do Turismo.

Na ocasião, Altino Bessa confirmou a intenção de criar esta taxa sobre as dormidas dos turistas nas diferentes unidades de alojamento da cidade. Avançou também que a estimativa do rendimento do município seria de meio milhão de euros, algo que se mantém apesar do aumento de cinquenta cêntimos em relação ao valor inicial.

Esta terça-feira, Ricardo Rio explicou que está em curso o procedimento de auscultação e recolha de contributos para a elaboração do regulamento daquela taxa, que estará pronto no final deste 1.º semestre, conforme citado pela Lusa.

O autarca explicou que o valor gerado pela taxa, cobrada por dormida, vai ser aplicado na cidade de forma a “ajudar a suportar os custos que o aumento da procura” turística comporta.

“A nossa estimativa é que seja gerado cerca de meio milhão de euros por ano, valor que será aplicado para melhorar a oferta turística, a manutenção da cidade, animação turística, ou seja, será aplicado novamente no setor que a gerou”, disse Ricardo Rio, reiterando as declarações de Altino Bessa, que nos apontou o mesmo destino em relação à verba angariada anualmente.

O edil refere ainda que há vários pontos a considerar. “Pretendemos, por exemplo, que haja um período do ano em que a taxa não se aplique, que não seja cobrada a menores de 16 anos, entre outros aspetos, daí a importância do processo de auscultação em curso”, disse.

“Temos de mostrar aos turistas que Braga está aqui”

“A taxa não deve ser só para eventos na cidade porque temos de ir ter com as pessoas lá fora e mostrar que Braga está aqui, em Portugal, à espera de uma visita”, referiu na altura Altino Bessa.

Presente nas principais feiras turísticas europeias com o nome da autarquia, o vereador disse que este é um dos caminhos a seguir, revelando que “nas várias feiras que temos estado presente, são muitos os turistas que mostram interesse em visitar Braga”.

“Alguns deles dizem que já vieram a Portugal mas só foram a Lisboa ou ao Porto. Nós tentámos mostrar que Braga está aqui ao lado do Porto, com uma natureza fenomenal, uma gastronomia única e todo um património à espera de ser visitado. Temos de começar a incluir massivamente Braga no habitual roteiro Lisboa/Porto dos turistas internacionais”, vincou o vereador, dizendo que esta aposta pode beneficiar as localidades vizinhas.

“Não é só Braga que beneficia com esta atração de turismo. Também os concelhos vizinhos como Amares ou Vila Verde e até a própria região do Minho podem ser local de visita enquanto estão em Braga. Podem até dormir num desses locais e passar por Braga durante um dia. Podem dormir no Porto e visitarem Braga durante um dia. Há todo um caminho que tem de ser seguido para captar mais turistas”, atirou.

A Câmara de Braga quer assim ver a cidade acompanhar o comboio das taxas turísticas em Portugal, à semelhança do que já se faz em concelhos como Lisboa, Porto e Cascais. Para já, só Aveiro iniciou esta taxa acabando com ela por não ter dado o retorno esperado durante o primeiro ano.

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Jornalista