Braga

Conselho Nacional do CDS reduz em 50% a quota nacional de deputados para Braga

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Escrito por Redação

No passado dia 12 do presente mês o conselho nacional do CDS-PP aprovou as normas propostas para a escolha dos candidatos a deputados nas legislativas de 6 de outubro. A reunião supradita exibia como ponto principal na ordem de trabalhos a definição de critérios para a escolha de candidatos a deputados.

Nos últimos dias do ano a elaboração das listas de deputados às eleições de 6 de outubro de 2019 avizinhava-se um processo difícil para a líder do partido na medida em que viu contestada, pelo líder da concelhia de Braga do CDS-PP (ex-deputado), os critérios assumidos sobre a escolha dos candidatos a deputados que atribuíam primazia à “qualidade” em detrimento da ligação ao distrito. Foi na senda da objeção do presidente da concelhia de Braga que a discussão acerca da questão mencionada se tornou pública.

Altino Bessa, presidente desta concelhia, afirmava que “os eleitores não são considerados na escolha dos deputados, limitando-se os partidos a homologar as escolhas impostas pelos diretórios partidários, porquanto essas escolhas são feitas em “circuito fechado”, sem a participação dos militantes de base”. Refere ainda que “neste prisma, conjeturo que a nossa democracia se defronta com sérios défices de representação, podendo estar em causa a sua sustentabilidade. É a partir desta sustentação que, mediante novas regras, entendo que o CDS-PP deve seguir pelo caminho do pluralismo e abertura contra o unanimismo acrítico pela modernização das estruturas e transparência de processos”.

Acrescenta ainda que “não podia aceitar o critério reduzido à dimensão nacional dado que o distrito ficaria em segundo plano excluindo os seus eleitores que devem exercer o direito de voto e não estavam a ser “tidos nem achados” neste tema em particular”.

A concelhia de Braga debateu-se pelo diálogo e é com “regozijo” que vê a líder do partido cogitar o futuro, tomando decisões que se mostram profícuas na atualidade e que poderão vir a ser substanciais no futuro, sendo que não existe margem para retrocessos. Finda a reunião do conselho nacional, é recorrendo ao apanágio que os centristas felicitam a líder do partido pela definição de normas que orientarão a escolha dos candidatos a deputados nas próximas legislativas. De acordo com os critérios aprovados, a liderança de Assunção Cristas irá escolher apenas o cabeça de lista do distrito de Braga nas legislativas de outubro rompendo com a prática imposta pelo anterior Presidente do partido. Destaque ainda para o facto de atribuir “um lugar nacional” para a Juventude Popular, que neste momento não tem representação no grupo parlamentar.

Não obstante, o vereador Altino Bessa e presidente da Concelhia de Braga considera que a “diligência não foi desguarnecida” e enaltece a orientação da líder partidária diante desta temática aludindo que “Assunção Cristas (com a definição de normas para a escolha de deputados) se demarcou dos que nunca acolheram os desafios que lhe eram propostos na expectativa de definir critérios e quotas para a seleção de deputados”.

“É com satisfação que atribuo relevância ao desfecho do último conselho nacional. Grosso modo, Assunção Cristas entendeu qual o sentimento generalizado do partido, dos seus eleitores, das estruturas distritais e concelhias levando a discussão esta questão, que se apresenta como fulcral para o fortalecimento e coesão do partido, e apresentando uma proposta que vai ao encontro da moção que apresentamos no congresso de 2016”, refere Bessa.

Em Braga a redução da quota nacional passa a ser de 50%; a direção nacional apresentará apenas o cabeça de lista e terá que “ouvir” a distrital aquando dessa escolha; os restantes elementos serão definidos pela distrital. Altino Bessa acrescenta: “almejamos e confiamos que saibam encontrar para Braga, nos seus mais de setecentos e oitenta mil eleitores, alguém que possua a dita qualidade, mas sem esquecer a proximidade com o distrito e o garante da representação deste no Parlamento. Que a viva voz dos que constituem os partidos políticos deste país nunca se revele infrutífera. Assunção Cristas teve a hombridade de ouvir dando o primeiro passo para mudar o que permanecia estático há mais de 20 anos”.

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