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Braga. “Salas de consumo assistido” para evitar seringas na rua

Seringa encontrada no chão em Guadalupe © FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Salas de consumo assistido é a mais recente proposta do movimento político Braga para Todos para a cidade, surgindo na senda das queixas de moradores de São Víctor, como avançado em exclusivo na passada semana pelo Semanário V.

Segundo aquele movimento, existe um “grave problema de consumo de droga cada vez mais notório na cidade” e pede ao município “soluções” e um “plano de ação”.

O movimento quer replicar ideias praticadas em outros países europeus, defendendo a construção de uam sala de consumo assistidos [sala de chuto].

“Estes espaços iriam tirar pessoas da rua e impedir que consumam num local sem o mínimo de condições de higiene e de saúde pública e também que a sua toma diária fosse vigiada por profissionais da área da saúde para evitar casos de morte por overdose”, refere o movimento em comunicado.

Ainda na passada sexta-feira, alguns moradores de São Víctor, na cidade de Braga, manifestaram “revolta” ao Semanário V devido ao rastro de seringas que têm encontrado na Rua Álvaro Miranda, junto à capela de Guadalupe, algumas delas ainda com sangue de alegados toxicodependentes.

A situação preocupou também o presidente da junta que se deslocou ao local com agentes da PSP para incluir o espaço na “rota de vigilância” daquela esquadra.

Ao Semanário V, o autarca de São Victor explicou que este não era um local sinalizado e que até pouco tempo não seria utilizado, até porque, embora seja um local discreto, está voltado para uma das ruas que dá acesso ao Largo da Senhora-a-Branca e à Avenida Central, dos locais mais frequentados em Braga.

Segundo o autarca, uma patrulha da PSP irá passar naquele local várias vezes durante os próximos tempos, de forma a dissuadir alegados toxicodependentes que utilizam aquele espaço, que é público.

O autarca e um “agente de proximidade” da PSP fizeram uma ronda por outros locais propícios ao consumo escondido de estupefacientes, nomeadamente em algumas moradias devolutas.

Ricardo Silva explicou que numa dessas casas encontraram três “ocupas” a consumir heroína. Foram identificados pelo agente da PSP e seriam de fora da cidade.

“Temos também esse problema porque mesmo que as casas estejam fechadas, eles arrebentam com os portões e acabam por ocupar aqueles edifícios para consumo de estupefacientes”, adiantou ainda o autarca.

Também no Monte do Picoto o mesmo problema está à vista, não sendo, no entanto, problema para moradores, como no centro da cidade.

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Fernando André Silva

Jornalista