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PSD. José Manuel Fernandes apela à estabilidade no congresso nacional

Congresso Nacional do PSD no Porto 2019 © Semanário V
Fernando André Silva

O eurodeputado José Manuel Fernandes, líder da distrital de Braga do PSD, considera que aceitar o desafio para novas eleições seria a possibilidade de abrir precedentes que podem manchar a história do partido.

Desde as 17h00 desta tarde que o Conselho Nacional do PSD está reunido para debater e votar uma moção apresentada por Rui Rio, depois de o mesmo ter sido desafiado por Luís Montenegro para convocar eleições diretas.

Durante o congresso que decorre desde esta tarde, no Porto, o vila-verdense afirmou temer que a divisão interna possa criar instabilidade e que acusações de que Rui Rio estará a fugir do confronto com Luís Montenegro, possam ser precedentes que afetam o legado do partido.

“Considero que não podemos avançar para precedentes que manchem a própria história e o legado do partido e que criem instabilidade. Não podemos aceitar que cada vez que um líder é desafiado, se ele não for para diretas, está a ser pouco corajoso, está a fugir ou a ter medo. Era um precedente grave até para as distritais e concelhias”, referiu.

Opinião contrária teve o antigo líder da bancada parlamentar do PSD, o deputado bracarense Hugo Soares, que comparou o destino do partido como o de “um carro que vai contra a parede” sem tentar travar, considerando a estratégia política de Rio como “errada”.

“Quando eu, na minha convicção, vejo um carro que vai contra a parede, não acelero, tento travá-lo. Essa é a minha convicção”, disse o antigo líder da JSD.

“Se fizesse intervenções como fez na semana passada contra o Luís Montenegro, se fizesse contra o Dr. António Costa, hoje não estávamos aqui de certeza absoluta”, vincou.

“Ganhe quem ganhar hoje, tem o partido mais espicaçado do que ontem”, disse ainda Hugo Soares.

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Jornalista