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A estranha morte de um empresário de Amares em incêndio rodoviário

Empresário morre carbonizado em Vieira do Minho © Semanário V
Fernando André Silva

Acidente, suicídio e homicídio. Todas as hipóteses permanecem em aberto após a trágica descoberta do corpo do empresário José Manuel Cachada dentro de um carro carbonizado na fronteira entre as freguesias de Ruivães e Campos, no concelho de Vieira do Minho.

O empresário, de 45 anos, a viver em Amares, era da gerência da PintoBar, uma empresa de exploração avícola com sede na Rua das Cerdeirinhas, no centro de Amares, e era presença habitual em congressos e palestras sobre a área em todo o país. Tinha sido recentemente juri do Prémio Agricultura promovido pelo jornal Correio da Manhã.

Foi encontrado esta sexta-feira à tarde, por um pastor que viu “fumo negro” a sair de um escape de estacionamento em local ermo, junto à EN 103, em Vieira do Minho. Quando as autoridades chegaram ao local, o Renault Megane comercial que o empresário conduzia estava já completamente destruído e o empresário jazia no banco de condutor.

A família fala em embosacada. A Polícia Judiciária, que se deslocou ao local, não descarta essa hipótese, mas apontou ainda a possibilidade de se tratar de um acidente ou até mesmo de suícidio. Para isso, espera-se a autópsia do Instituto de Medicina Legal que poderá indicar vários fatores. Um deles será se António Cachada estava consciente na hora do incêndio, uma vez que o primeiro instinto de um condutor com o carro a arder será o de abandonar a viatura. Caso se trate de acidente, o cenário mais provável será a da perda de consciência do condutor durante essa altura.

No local, ontem, a consternação era sentida por populares e pela família, que estava em choque. Os primeiros meios de emergência a chegar foram os Bombeiros de Salto e os Bombeiros de Vieira do Minho, mas que nada puderam fazer. O automóvel já tinha incendiado por completo e já pouco havia que arder. A equipa clínica da VMER de Braga declarou o óbito ainda no local. Esteve também a GNR de Vieira do Minho e a Proteção Civil mas a investigação passou para uma brigada especial dedicada a homicídios da Polícia Judiciária de Braga. Ainda não há data conhecida para o funeral.

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Fernando André Silva

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Jornalista