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Empresa de Vila Verde elabora hospital autossustentável para animais selvagens na Colômbia

Jorge Gonçalves © Luís Ribeiro/ Semanário V
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

O Grupo DG, administrado pelo empresário Jorge Gonçalves, foi selecionado para implementar as medidas autossustentáveis de produção e captação de energia de um hospital destinado a animais selvagens, em Bogotá, na Colômbia. O projeto ronda os 1,5 milhões de euros e está previsto ser inaugurado no próximo ano [2020].

Trata-se de um hospital para animais selvagens, com cerca de 4.500m2, divididos em oito edifícios, onde existirá zonas distintas para tartarugas, répteis, mamíferos e aves. O objetivo principal é recolher animais selvagens feridos das florestas, tratá-los e libertar de novo na natureza.

Entrevista com Jorge Gonçalves © Luís Ribeiro/ Semanário V

Com emissão zero de carbono, o hospital será autossustentável

“O aquecimento é feito por sistemas solares, a nível de energia é feita por sistemas solares fotovoltaicos, a água também… toda a água que é utilizada no edifício entra num sistema biológico de tratamento por tanques, não é por ETAR”, explicou o empresário, acrescentando que “tem várias espécies que plantas que, elas próprias, fazem o tratamento da água, a limpeza, para entrar de novo, tal como veio do ecossistema, no sistema freático, mas tudo por um processo biológico e não químico”.

A água das casas de banho e das salas do hospital passa por diversos tipos de tanques contendo várias espécies de plantas aquáticas, como flores e nenúfares, que fazem a filtragem da água até ficar, de novo, no estado natural de pureza.

“O hospital vai ser considerado carbono zero, ou seja, não tem pegada ambiental, nem na água, nem na produção de energia, nem na produção de águas quentes, é tudo autossustentável”, continuou. Além disso, os materiais que estão a ser usados nos acabamentos e na construção civil têm caracter biodegradável.

Obras de construção do Hospital na Colômbia © DR

É um projeto único na Colômbia e o Grupo DG está a trabalhar no projeto desde o seu início, “em termos de aconselhamento dos projetistas”. Colômbia foi o país escolhido, segundo Jorge Gonçalves, porque “tem muito o conceito de preservar a natureza e o grau de exigência das instalações especiais é muito elevado neste tipo de obras carbono zero, uma vez que tem vários ambientes e várias condições, sendo que cada animal tem um ecossistema diferente”. Jorge Gonçalves adiantou, ainda, que a aposta no mercado da Colômbia teve como base tratar-se de um mercado emergente  em termos de energias renováveis, tendo em conta que “África está numa fase embrionária e em Portugal este tipo de preocupação já existe há vários anos”.

Segundo Jorge Gonçalves “é sempre importante ser escolhido para fazer um projeto com este grau de exigência e com características únicas, especialmente quando as pessoas fazem o que gostam, é sempre importante deixar a nossa marca, porque é isto que distingue as empresas”.

O Grupo DG está há 18 anos em Angola, 14 em Moçambique e chegou à Colômbia há quase 4 anos. A empresa celebra os 20 anos em Abril deste ano e o empresário sublinha que “em  20 anos de trabalho  e provas dadas nos mercados em que estamos, este projeto  marca uma nova etapa no crescimento do grupo DG a nível de engenharia que só é possível alcançar com um grupo de trabalho comprometido  com os valores e a dinâmica do Grupo DG”.

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Jornalista