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Ministra disse em Braga que “a cultura não está só em Lisboa”

Inauguração da primeira exposição no Forum Arte Braga © Mariana Gomes / Semanário V
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

A ministra da Cultura, Graça Fonseca, inaugurou, esta tarde, a primeira exposição de arte do Forum Arte Braga, intitulada “Corpo, Abstração e Linguagem na arte portuguesa”, que reúne obras da Coleção da Secretaria de Estado da Cultura em depósito na Fundação de Serralves.

A exposição pretende representar o princípio da constituição da Coleção de Serralves e, numa outra perspetiva, mostrar um olhar sobre a arte produzida em Portugal entre as décadas de 1960 e 1980. A Coleção é composta por obras adquiridas pela Fundação Serralves desde a sua criação, em 1989.

“Este exemplo que inauguramos em Braga é embelemático de uma estratégia política adequada ao país”, afirmou a ministra, revelando que as obras expostas no espaço de arte são do Estado, “são propriedade pública, são obras que foram sendo adquiridas ao longo dos anos pelo Estado e que foram entregues à guarda de Serralves para levar exposições como esta a outros locais”.

A ministra assegurou, ainda, que defende a descentralização da cultura, afirmando que “a cultura não está só em Lisboa”. Além disso, acrescenta que “nesta estratégia entre o Estado, a Fundação Serralves e os Municípios, neste caso, a Câmara Municipal de Braga, é possível descentralização de uma coleção extraordinária que pertence a todos os portugueses e que não deve estar em reservas de museus ou apenas numa ou duas cidades”.

Ricardo Rio referiu, também, que “esta exposição corporiza a responsabilidade do sector privado na interacção com o sector público e, acima de tudo, a capacidade de promover uma verdadeira descentralização cultural”.

Paula Rego, Júlio Pomar, Nikias Skapinakis, António Dacosta, João Vieira e Jorge Martins são alguns artistas representados na primeira de quatro exposições no Forum Arte Braga, inaugurado em abril do ano passado. A exposição, batizada pelo presidente da Câmara de Braga, Ricardo Rio, e a ministra da Cultura, estará aberta ao público até ao dia 18 de março.

Depois de março, a exposição vai percorrer várias cidades, prosseguindo o caminho da descentralização, levando a todo o país obras de arte que poderão ser usufruidas por todos.

 

 

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