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Associação de Braga já esterilizou 80 gatos em quatro meses

Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Ao abrigo do programa CED – Captura-esterilização-devolução, que funciona há quatro meses, a associação Abandoned Pets, em parceria com a Câmara Municipal de Braga, já esterilizou 80 gatos e tem 3 colónias já controladas. A associação afirma que a implementação de mais políticas animais na cidade é muito positivo e acreditam que, em cerca de 4 anos, será possível ver os resultados traduzidos na diminuição dos animais de rua.

O programa CED foi criado com o objetivo de controlar colónias de gatos e está a ser implementado pela Abandoned Pets, que assinou o protocolo com a Câmara Municipal de Braga. A presidente da associação, Eduarda Palmeira, confessa a satisfação “por Braga estar a cumprir a totalidade da nova lei de proteção de animais de rua, porque a maioria das cidades ainda não o fazem, é muito importante Ricardo Rio ouvir os apelos que foram feitos e agir, e efetivamente há melhorias, aliás, nestes 4 meses que começamos a trabalhar com gatos o balanço é ótimo”. A responsável revela que mais quatro colónias de gatos estão em vias de estar controladas, além das três já bem sucedidas.

A associação apela aos cidadãos que conheçam a lei e que a cumpram, porque o principal objetivo é o bem-estar animal.  “Por vezes somos interpelados por pessoas que querem esterilizar os seus gatos, ou não entendem que para permanecer na rua têm que ser saudáveis e, portanto, não terem doenças letais, como a leucemia e o VIH”, explica Eduarda Palmeira, acrescentando que  “em muitos casos há ainda um total desconhecimento da lei, mas, nesse sentido vamos agilizar mais palestras, porque os animais na rua estão expostos a muitas dificuldades e, se estão doentes, vão acabar por sofrer, além de estas doenças serem passadas, em lutas, a outros animais saudáveis, por isso por mais doloroso que seja por vezes a eutanásia é melhor que a dor visível em animais que deambulam pela rua.”

Nas adoções os resultados também são positivos. A presidente da associação refere que “quando os gatos são meigos ou bebés estamos a arranjar famílias e já conseguimos um bom número de adotantes, o número só não é mais elevado porque somos exigentes. Estes animais merecem uma família de verdade que reconheça que é um compromisso para anos e não meses, mas acreditamos que os nossos métodos de seleção são bons e, além disso, temos parcerias com associações de todo o país, portanto, ao trabalhar em rede, o sucesso é mais fácil.”

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Jornalista