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Organização antifascista repudia alegado ataque neo-nazi em Braga

FUA © FAS / Semanário V
Redação
Escrito por Redação

Um dos porta-vozes da Frente Unitária Antifascista (FUA), criada em Braga, terá sido alvo de duas tentativas de atropelamento por parte de uma viatura onde, alegadamente, seguiam elementos de um grupo associado ao neo-nazismo, conforme noticiado em primeira mão pelo Semanário V neste sábado.

Na sequência da denúncia do caso, que terá ocorrido à porta do trabalho de Jonathan Ferreira da Costa, em Gualtar, cidade de Braga, a FUA veio este domingo a público alertar para a “tentativa de homicídio” do soldador de 29 anos, natural do Porto.

Aquele grupo reforça que este “ato intolerável” demonstra que “o fascismo está de novo em ascensão, de forma organizada e ofensiva”. “Mais do que nunca, a população precisa tomar consciência da realidade e urgimos aos partidos parlamentares a presença deste assunto nas suas agendas, começando a desenvolver uma estratégia para poder evitar o pior”, refere o mesmo comunicado.

A FUA recorda ainda as vítimas mortais assassinadas por grupos de extrema-direita que, garantem, não só continuam presentes em Portugal, como estão a ganhar expressão. “Os recentes ataques a outros ativistas, como Mamadou Ba, confirmam que a extrema-direita decidiu mudar de registo e passar do plano ideológico para o pragmático, que na sua linguagem significa ofensivo, preferindo agora usar dos meios habituais da esfera fascista para se promoverem e tentarem oprimir a resistência”, vincam.

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