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Depressão “Helena” corta estradas e derruba muros em Braga

Fernando André Silva

Um muro que protege uma área agrícola com 200 metros de comprimento e uma altura entre 6 a 8 metros ruiu parcialmente, obstruíndo um caminho municipal de uma freguesia de Braga. A proteção civil esteve no local e encerrou a estrada até que os trabalhos desobstrutivos fiquem concluídos.

O alerta foi dado para a Autoridade Nacional da Proteção Civil pelas 17h38 para “movimento de massas” na Rua da Quebrada, freguesia de Vilaça, deslocando-se no imediato para o local vários meios da GNR e da Proteção Civil (PC) Municipal.

O muro em questão, cujo terreno pertence a um administrador de empresas, ficou classificado como estando “em risco de queda”, pelos serviços da PC.

Está situado à face da Rua da Quebrada, dando acesso ao Parque Industrial de Vilaça e a um posto de combustível em Tadim.

Esta é uma das consequências da depressão Helena que motivou um alerta por parte da ANPC, esta quinta-feira, para a possibilidade de “fenómenos extremos de vento”.

De acordo com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), Helena traz, para os próximos dias, precipitação persistente, queda de neve, intensificação do vento – com possibilidade de fenómenos extremos – e agravamento da agitação marítima em toda a costa de Portugal.

Para esta sexta-feira, há previsão de chuva com intensidade mais significativa até ao final da manhã no distrito de Braga, que pode ser acompanhada de trovoada e granizo. Da parte da tarde, serão as regiões do Sul as mais afetadas.

A Proteção Civil alerta então para a previsão de forte agitação marítima, com ondas de quatro a cinco metros, com previsão de agravamento a partir da próxima madrugada, com ondas que podem exceder os sete metros e chegar a picos máximos de 15 metros.

A autoridade refere que, face a estas previsões, os cidadãos devem adotar comportamentos preventivos: ter atenção ao piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo; estar atento à possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem; ter atenção à possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis.

A ANPC deixa ainda um alerta para a possibilidade de queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte; possíveis acidentes na orla costeira e ainda fenómenos geomorfológicos causa da desestabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência.

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Fernando André Silva

Jornalista