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BE questiona o Governo com atrasos na remoção do amianto das escolas

Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Ainda existem 42 escolas onde o amianto está por remover e a Escola Profissional de Fermil, em Celorico de Bastos, está preocupada com a substituição das coberturas de fibrocimento que contêm amianto, nas suas instalações. O deputado do Bloco de Esquerda eleito pelo circulo eleitoral de Braga, Pedro Soares, esteve, na manhã deste sábado, reunido com a direção da Escola, com o objetivo de conhecer as dificuldades que esta enfrenta e apresentar a pergunta que foi feita ao Governo a exigir que seja indicada uma data para a remoção do amianto no recinto escolar.

“Para quando prevê o Governo dar início às obras de remoção das placas de fibrocimento na Escola Profissional de Fermil?” e “Como justifica o Governo tão grande e grave atraso na imprescindível intervenção para a remoção dos materiais com amianto na Escola Profissional de Fermil?” foram as perguntas feitas pelo Bloco de Esquerda no documento entregue na Assembleia da República.

O amianto (ou asbesto) é uma substância cancerígena, por isso, foi completamente proibida na União Europeia desde 2005. Muitos edifícios públicos do país foram construídos com coberturas em fibrocimento que contêm esta substância.

No mesmo documento, Pedro Soares afirma que “na Escola Profissional de Fermil ainda subsistem edifícios e espaços exteriores cobertos por placas de fibrocimento que, como se sabe, contêm fibra de amianto na sua composição”, apesar de “a 9 de fevereiro fazer oito anos da entrada em vigor da Lei n.º 2/2011 que impõe a remoção de produtos que contêm fibra de amianto em edifícios, instalações e equipamentos públicos”.

Pedro Soares considera que “a intervenção deve ser prioritária, no plano calendarizado previsto na referida Lei”. Por isso, quer que o Governo, através do Ministério da Educação, justifique “tão grande atraso na imprescindível intervenção de remoção do amianto” e que indique “quando prevê dar início às obras”.

O deputado bloquista denuncia “a preocupação no seio da comunidade” e recorda que “desde 1 de janeiro de 2005 que a utilização do amianto está proibida na União Europeia (diretiva 1999/77/CE) por, comprovadamente, ser um produto altamente tóxico e que pode provocar cancro pulmonar, entre outras doenças do foro respiratório, devido à inalação das fibras de amianto”.

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