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Empreiteiros penhoram contas da Câmara de Braga

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Escrito por Redação

As contas bancárias da Câmara de Braga estão nomeadas à penhora por um consórcio bracarense de obras públicas composto pela ABB, DST, Rodrigues e Névoa e das falidas FDO, Eusébios e J.Gomes -, e pela empresa Soares da Costa & Associados, pela dívida de 3,8 milhões de euros relativo a “trabalhos a mais” na construção do Estádio Municipal de Braga.

O anúncio de penhora é dado como certo na versão impressa do Jornal de Notícias deste sábado, dando também conta de que os construtores confirmam o avanço da execução da penhora daquele valor depois da cobrança ter sido protelada desde que o Tribunal de Braga deu razão à associação de empreiteiros, em novembro último.

O mesmo jornal indica que Ricardo Rio, edil, contava utilizar a valor de 4 milhões de euros com a alienação a privados da antiga fábrica Confiança para pagar esta dívida, mas a venda acabou por ser impedida por uma providência cautelar colocada por um grupo de cidadãos que pretende ver a fábrica manter-se no domínio público.

A Câmara de Braga decidiu, entretanto, que irá entrar com uma ação na justiça contra o consórcio ASSOC – Soares da Costa & Associados, responsáveis pela construção do estádio e os mesmos que pediram ação de penhora, por “erros graves” nas ancoragens do sistema de cabos de aço que segura a bancada poente ao granito da pedreira.

As custas de construção do estádio já se aproximam dos 180 milhões de euros, quando a estimativa inicial seria de 80 milhões, valor do empréstimo pedido por Mesquita Machado, na altura edil, à banca. Ainda falta pagar 20 milhões desse empréstimo, contraído em 2003.

Ricardo Rio já referiu por várias vezes que o estádio está à venda, mas, em concreto, não surgiu ainda nenhuma proposta.

Todos os anos, a Câmara diz ter encargos anuais na ordem dos 13 milhões de euros por causa do Estádio Municipal de Braga e outros equipamentos desportivos no concelho.

Só a manutenção da “pedreira” tem um custo de 100 mil euros por ano, pagando o Sporting Clube de Braga 550 euros por mês à autarquia.

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