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Grupo de Famalicão quer construir novo Hospital de Lisboa

Alberto Couto Alves © ACA / DR
Fernando André Silva

A empresa Alberto Couto Alves, SA (ACA), com sede em Vila Nova de Famalicão e que conta com mais de 2.000 colaboradores em oito países, é uma das oito construtoras concorrentes à futura empreitada do Hospital de Lisboa Oriental.

O concurso público aberto às empresas interessadas terminou a 31 de janeiro e foram oito as que apresentaram propostas para construção e manutenção da nova unidade de saúde a cargo da Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo.

Segundo comunicado da mesma entidade sob alçada do Governo divulgado este sábado pela Agência Lusa, a empresa de Famalicão concorre ainda contra a construtora madrilena especializada em unidades de saúde – Servicios Hospitalarios CHUT -, e a também espanhola Hygeia, para além das portuguesas Tejo Infraestruturas Hospitalares (TIH), Ferrovial Agroman, SA, Ferrovial Serviços SA, Bastos, Amorim & Araújo — Consultoria e Trading, Lda e Teixeira Duarte — Engenharia e Construções, SA.

Segundo uma nota da ARSLVT citada este sábado pela agência de notícias “Lusa”, o surgimento de oito candidaturas “atesta a boa recetividade do projeto junto dos proponentes”.

“Enquanto entidade que coordena o processo, a ARSLVT congratula todos os intervenientes pela conclusão de mais uma etapa num processo que se caracteriza pela grande complexidade e salienta em especial o grande interesse demonstrado por todos os concorrentes”, refere aquela entidade.

O próximo passo será avaliar as propostas e escolher três empresas finalistas, sendo que uma será a escolhida para adjudicação do contrato.

Este novo hospital irá funcionar em regime de Parceria Público-Privada, a instalar em Marvila, região de Lisboa, numa área total de 180.000 metros quadrados, e deverá estar concluído em 2023, com capacidade mínima para 875 camas.

Vai representar para o operador privado um investimento total de cerca de 330 milhões de euros e, para o Estado, estima-se uma renda anual que poderá rondar os 16 milhões de euros durante os 27 anos do contrato.

Fundado há 36 anos, o Grupo ACA “assume-se hoje como um dos mais relevantes players portugueses no setor da construção, face à diversidade e excelência do seu vasto portfólio de obras”, pode ler-se no site da empresa.

Durante o ano de 2017 aumentou em 6,4% o número de colaboradores do grupo. Para além de várias infraestruturas rodoviárias construídas em Portugal e Angola, o grupo construiu também várias habitações e espaços industriais, como a Casa da Saúde do Bom Jesus, o quartel da Associação Humanitária dos Bombeiros de Famalicão e o Retail Park de Matosinhos.

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Fernando André Silva

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Jornalista