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PSP de Braga volta a deter burlão que come e bebe em restaurantes e nunca paga

J.P. © DR
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Escrito por Redação

Marisco, vinho da carta, contas que vão de 24 até 80 euros. J.P., de 43 anos, é conhecido em vários estabelecimentos de restauração de Braga por entrar, comer, e no final alegar não ter dinheiro para pagar a conta. É também conhecido da PSP, e, por vezes, detido e notificado para ida a Tribunal. No entanto, há proprietários que não querem suportar os encargos financeiros com formalização de queixa perante as autoridades e deixam-no sair com a conta por pagar. Foi esta semana detido pela terceira vez por este tipo de burla, em uma marisqueira de Braga, e voltou a não comparecer em Tribunal, depois de ter sido notificado pelos agentes que procederam à detenção.

Desconhece-se o cardápio favorito de J.P., mas, ao que apurámos junto de fonte da PSP, foram já várias as queixas, formalizadas e não-formalizadas, perante aquela força policial, com contas a chegar aos 80 euros, sobre um homem que “entra, come e bebe à grande e no fim diz para chamar a polícia que não paga”.

Terá começado a praticar este tipo de burla em 2017. Cumpriu cadeia por multas que não pagou. Em 2018 retomou a atividade com “diárias” em espaços mais modestos, mas tem vindo a repetir o crime em espaços de renome, como marisqueiras ou restaurantes temáticos na Av. da Liberdade. A 12 de novembro de 2018, o mesmo tinha sido detido depois de recusar pagar uma conta de 24 euros em um restaurante na Praça Mouzinho de Albuquerque, no centro de Braga. Na altura, J.P. referiu não ter dinheiro e pediu para chamar as autoridades. Foi detido e notificado para comparecer no Ministério Público no dia seguinte, algo que, à semelhança do que ocorreu esta semana, não fez.

Fonte da Procuradoria Geral da República adianta que J.P. não respeita as notificações, acabando por não comparecer a nenhuma chamada por este tipo de crime.  Aos agentes da PSP, J.P. alega sempre “não ter receio de qualquer sanção penal que lhe possa ser atribuída”. E volta a repetir a burla até nova detenção.

PSP não pode fazer nada

Os agentes da PSP são várias vezes chamados por proprietários para deter J.P., mas a detenção apenas ocorre caso exista uma queixa formal, algo que, na grande maioria das vezes, acaba por desmotivar os queixosos, ficando o burlão em liberdade. Quando é formalizada uma queixa, os agentes da PSP acabam por deter o indivíduo de forma a elaborar o auto de notificação de comparência nos serviços de Ministério Público para interrogatório judicial, libertando-o da “detenção” logo de seguida.

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