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Técnicos de Diagnóstico “indignados” com Marcelo agendam nova greve para fevereiro

Greve TSDT maio 2018 © Facebook STSS
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa promulgou este domingo o diploma das transições e grelha salaria aplicável à carreira de técnico superior das áreas de diagnóstico e terapêutica. O sindicato dos técnicos de diagnóstico “lamenta” a decisão do Presidente “de promulgar um documento que mantém as injustiças, numa clara violação dos princípios constitucionais”.

O Governo já tinha, previamente, aprovado o decreto-lei das transições e grelha salarial sem acordo dos sindicatos, ao qual o sindicato pediu a intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa.

Com este diploma, 97% dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica (TSDT) vão para a base da carreira, independentemente de terem começado a trabalhar no dia 1 de janeiro ou terem uma carreira de 20 anos. Em comunicado, o Sindicato revela que 75% dos profissionais vê o seu passado de trabalho ao Serviço Nacional de Saúde apagado.

Luís Dupont, presidente do Sindicato Nacional dos Técnicos Superiores de Saúde das áreas de diagnóstico e terapêutica, considera que “no mínimo deveria ter sido permitido aos profissionais do setor expor, com base jurídica, as razões porque consideram a proposta do Governo violadora das normas legais constitucionais”.

Perante esta situação, os TSDT agendaram uma greve para a 3.ª semana de fevereiro, que será marcada com uma manifestação nacional em frente à Assembleia da República. Com o intuito de paralisar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), os técnicos vão manifestar publicamente a sua “discordância” e “repúdio” à decisão do Governo, agora agravada com a decisão de Marcelo Rebelo de Sousa.

Os sindicatos revelam que ainda mantinham a esperança que o Presidente vetasse o diploma ou aconselhasse o Governo a voltar às negociações com os sindicatos.

“É um duro golpe na afirmação, independência e autonomia das profissões porque, na transição, não sendo colocados TSDT em todas as categorias, ficamos impedidos de assumir a nossa plena autonomia, visto não existirem futuramente, TSDT que reúnam as condições para serem designados Coordenadores e Diretores, abrindo assim a possibilidade à intromissão de outros profissionais, nos concursos e avaliações de desempenho, facto que não podemos aceitar de forma nenhuma”, afirma o presidente do STSS, Luís Dupont.

Ainda continuam a ser solicitadas audiências aos Grupos Parlamentares para expor os motivos do não acordo com o Governo, apelando por uma apreciação ao diploma, nos termos legais.

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