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Bloco de Esquerda critica lombas em Vila Verde

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Escrito por Redação

O Bloco de Esquerda de Vila Verde acusa o presidente da Câmara Municipal de Vila Verde (CMVV), António Vilela, de persistir e insistir em lançar obras no município sem as apresentar e debater previamente com os munícipes.

O comunicado enviado à redação surge no seguimento da construção das lombas redutoras de velocidade (LRV) e passadeiras pedonais elevadas em vias rodoviárias da área central de Vila Verde, “sem qualquer informação prévia aos munícipes”, afirma o BE.

De acordo com o presidente da Câmara, as lombas nasceram para assegurar a existência de um plano de segurança e mobilidade rodoviária. “Os munícipes de Vila Verde nunca tiveram oportunidade de o debater e no ‘site’ da CMVV também não se consegue dar conta da existência de tal plano”, prossegue o BE em comunicado.

No âmbito da CIM do Cávado há a intenção de elaboração de Planos de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável (PAMUS), financiados pelo Portugal 2020, cujo objetivo é a melhoria da eficiência do transporte de pessoas e bens.

O Bloco de Esquerda considera que “reduzir um desconhecido plano de mobilidade sustentável à colocação de lombas e à construção de uma ciclovia mal pensada e mal projetada, onde não passam duas bicicletas lado a lado em segurança, ridiculariza o próprio conceito de mobilidade sustentável”. Acrescentam, ainda, que as populações  se sentem prejudicadas com a proliferação de lombas “sem rei nem roque”, afirmando que “a mobilidade em Vila Verde está a tornar-se um caos”.

Acusam, ainda, o presidente da Câmara de querer mostrar serviço neste último mandato e que, “dentro de pouco tempo começarão os trabalhos para o saneamento na Vila de Prado sem que antes a Laje esteja concluído”.

“A Câmara diz ter dinheiro para expropriar os terrenos na zona ribeirinha para a continuidade da ciclovia junto ao rio, mas não há informação de qualquer estudo ambiental por onde a ciclovia vai passar, recordando que nos dois últimos anos a praia fluvial de Prado chegou a estar interdita a banhos”, acusa o BE de Vila Verde.

O Bloco de Esquerda defende a elaboração de um novo plano de mobilidade sustentável, “transparente e com a participação dos cidadãos” e que preveja transportes públicos que liguem as várias freguesias, modos de transporte com fontes de energia limpas e com tarifas mais reduzidas, infraestruturas de mobilidade planeadas para todo o município.

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