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José Morais desmente declarações do presidente da Câmara acerca das lombas em Vila Verde

José Morais
Redação
Escrito por Redação

As Lombas Redutoras de Velocidade (LRV) e passadeiras elevadas que o município de Vila Verde instalou no centro urbano, no âmbito da Ciclovia Urbana, têm sido alvo de contestações no seio da população, o que motivou o vereador da Câmara de Vila Verde, José Morais (PS), a manifestar-se perante a situação.

José Morais confessa que tomou a decisão de manifestar “construtivamente” as suas preocupações em reunião de Câmara, ao invés de o fazer publicamente, apesar de “entender que a contestação tem razão de ser”. Afirmou, ainda, que, se por um lado discorda das “opções da Câmara perante os problemas de circulação”, também reconhece que há uma preocupação por parte do município em assegurar a segurança dos vilaverdenses que “se movimentam na sede do concelho”.

No seguimento das recentes notícias divulgadas, o presidente da Câmara de Vila Verde, António Vilela, afirmou que as lombas surgiram para “facilitar a vida” a pessoas com mobilidade reduzida e diminuir os atropelamentos. Sublinhou, ainda, que outro grande objetivo é a mobilidade sustentável, que ganhará outra motivação na primavera, quando a ciclovia estiver concluída.

Após estas declarações públicas do presidente da Câmara, o vereador admite que se viu “obrigado a quebrar o silêncio” que tinha decidido manter sobre o assunto.

“O presidente de câmara diz duas coisas espantosas, que a contestação à forma como estão feitas as lombas em Vila Verde terá motivações políticas e que a construção das lombas até permite uma melhor fluidez do trânsito”, começa por afirmar, declarando que “as declarações do presidente de câmara não têm nenhuma correspondência com a realidade”.

Lamenta, também, que António Vilela acuse os vilaverdenses que se têm manifestado contra a forma como estão construídas as lombas, de terem motivações políticas. “Ele sabe que nenhum responsável político se pronunciou sobre o assunto e sabe, também, que as manifestações de descontentamento são genuínas e resultam do desconforto inegável na circulação do trânsito em Vila Verde. A posição do presidente de câmara é a de quem não aceita a diversidade de opiniões e o direito à contestação”.

Por outro lado, sublinha que é evidente que as lombas em nada melhoram a fluidez do trânsito. José Morais acrescenta que “o presidente devia ouvir os argumentos dos muitos que contestam”, não devendo continuar “a fazer como a avestruz, escondendo a cabeça debaixo da areia para não enfrentar o problema”.

Em comunicado, destaca que um líder deve encarar os problemas de frente e assumir as suas responsabilidades, sendo que “não é razoável que, perante o descontentamento generalizado dos vilaverdenses, o presidente os acuse de motivações políticas. Se ouvisse os cidadãos, se falasse com os que já tiveram problemas com os seus carros, perceberia que o descontentamento é dos vilaverdenses e não dos partidos políticos. Talvez, assim, pudesse repensar muitas das opções que tomou, corrigindo os muitos erros da requalificação em marcha”, conclui o vereador da Câmara de Vila Verde.

 

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