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Escola de Vieira do Minho continua à espera de obras para retirar o amianto dos telhados

Telhado com amianto
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

A Escola Básica e Secundária Vieira de Araújo, em Vieira do Minho, é um dos estabelecimentos de ensino que ainda tem amianto nos telhados. No total ainda existem 42 escolas onde o amianto está por remover e a comunidade educativa da escola de Vieira do Minho está preocupada com a substituição das coberturas nas instalações.

Face à falta de condições e demora nas obras de requalificação, os pais e alunos já fecharam as portas da escola, como forma de protesto pela indefinição quanto ao início das obras de remodelação.

O Governo, em 2016, preveu um investimento de 3 milhões de euros. O Município de Vieira do Minho afirma que já foram abertos três procedimentos concursais que não foram bem sucedidos, ou seja, sem qualquer candidatura ou sem as condições necessárias reunidas para iniciar os trabalhos.

Segundo o presidente da Câmara, é necessário subir o preço base em 300 mil euros para aparecerem candidatos à obra. Foi solicitado ao Ministério da Educação que “suportasse aqueles 300 mil euros, para que a empreitada tivesse condições de ser adjudicada nos moldes em que foi concebido todo o projeto”.

O protesto já recebeu resposta do PCP, que questionou o Governo acerca da situação. O PCP tem vindo a acompanhar a situação da Escola Básica e Secundária Vieira  de Araújo e afirma que “há muitos anos que a comunidade educativa, pais e encarregados de educação exigem a requalificação dessa escola”.

O PCP defende que, para que a escola pública seja uma realidade, “é indispensável assegurar os meios materiais e humanos adequados ao cumprimento do seu papel”. Nesse sentido, afirmam que a tarefa de manutenção e requalificação é obrigação do Estado, por via da ação do Governo, exigindo, assim, “uma rápida resolução dos constrangimentos que estão a impedir a requalificação” da escola.

“É legítimo que a população se sinta preocupada com os sucessivos atrasos no início da obra quando, ainda por cima, os telhados de amianto não foram ainda retirados, mesmo depois de conhecidos os efeitos prejudiciais para a saúde dos estudantes, professores e funcionários”, refere o PCP em comunicado.

 

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