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Feira de Velharias e Colecionismo de Vila Verde com muita adesão mas poucas vendas

Feira de Velharias e Colecionismo © Luís Ribeiro / Semanário V
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Realiza-se no 3º domingo de cada mês, na Praça da República, em Vila Verde, a Feira de Velharias e Colecionismo, uma iniciativa que pretende promover a economia para a população local e dinamizar o centro da Vila.

Numa visita ao passado, a feira tem dezenas de expositores com artigos aparentemente sem uso, mas que podem ser verdadeiros objetos de colecionismo para quem lá os encontrar. Desde livros, roupas, móveis, peças de automóveis, tecidos, brinquedos e máquinas, aos mais diversos objetos antigos, chamam a atenção dos visitantes que, em passeio e por curiosidade, se juntam no centro urbano da Vila.

 

Feira de Velharias e Colecionismo © Luís Ribeiro / Semanário V

 

Esta atividade de comércio, no entanto, já foi mais rentável do que é nos dias de hoje. Dona Rosa, natural de Sabariz, queixa-se que as pessoas já não compram. “Vende-se pouquinho, nos princípios as pessoas compravam mais do que agora”, confessa. Há muita gente a passar por esta feira, “mas só a ver”. Dona Rosa participa na feira de Vila Verde desde 2014, com bordados, linhos, crochê, livros e até um pouco de loiça para apresentar ao público.

 

Dona Rosa © Luís Ribeiro / Semanário V

 

No mesmo registo, Mário Oliveira, de Vila Verde, admite que apenas participa na feira como um passatempo, porque neste momento “já não é rentável”. Vendedor de antiguidades, é a 5ª vez que participa na feira de Vila Verde, mas revela que o impacto “é fraco e as pessoas só visitam por curiosidade”. Além disso, confessa que gosta de estar relacionado ao passado e a outros tempos, mas parece-lhe “impossível viver desta feira”, acrescentando que há, realmente, pessoas que o fazem.

 

Mário Oliveira © Luís Ribeiro / Semanário V

 

Apesar de atrair centenas de pessoas, os comerciantes admitem que não há vendas significativas. Maria dos Anjos participa em feiras de velharias há 10 anos, entre Barcelos, Ponte de Lima, Valença e Vila Verde e revela que, em comparação com as outras feiras, Vila Verde é onde vende menos. “As melhores são Ponte de Lima e Valença”, admite.

Vende peças de loiça na sua banca e serralharia na banca do marido, Francisco Ferraz, ao lado, mas “aos jovens agora não querem loiça antiga. Há muita gente, mas não há dinheiro”. As pessoas passam, apreciam, mas não compram.

 

Maria dos Anjos © Luís Ribeiro / Semanário V

 

Promover a dinamização económica, lúdica e cultural é o objetivo principal desta iniciativa, mas os comerciantes chamam a atenção para a falta de controlo da feira, alertando que todos deveriam estar coletados nas finanças, algo que não acontece. Para participar na feira, todos os vendedores devem estar inscritos na DEGAE – Direção Geral das Atividades Económicas.

Fotos: Luís Ribeiro 

 

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Jornalista