Braga

Seco Magalhães alerta para suspensão da rede de gás em rua de Braga

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Escrito por Redação

A Portgás decidiu aguardar uma intervenção global nas infraestruturas, coordenada pela Câmara de Braga, para avançar com a implementação da rede de gás que está suspensa, na rua da Cruz de Pedra, avançou hoje João Seco Magalhães, elemento do executivo da União de Freguesias de Maximinos, Sé e Cividade.

Segundo o autarca, a decisão foi comunicada por Rui Oliveira, gestor da Portgás-Porto, após pedido de esclarecimento sobre a suspensão das obras há cerca de um ano, com “claro prejuízo” para a população — a maioria idosa — ali residente.

“Para os moradores mais idosos é um calvário permanente que se prolonga indefinidamente, para carregar a botija de gás para suas casas, sempre que necessário”, aponta Seco Magalhães, em comunicado enviado ao Semanário V.

Diz o autarca que “com esta decisão, alguns dos proprietários dos prédios devolutos são estimulados a não fazer qualquer recuperação dos imóveis por falta das estruturas básicas”. “Assim, é dada mais uma machadada no ritmo de revitalização de uma das mais antigas ruas de Braga”, acrescenta.

Os moradores daquela rua, segundo Seco Magalhães, sugerem, face a esta decisão da Portgás que a Câmara de Braga “tome a iniciativa de renovar as infraestruturas em colaboração com as diversas empresas a participar nos seus custos”.

Rui Oliveira, num mail enviado a João Seco Magalhães explica a sua decisão de suspensão das obras com a necessidade de cumprir os “requisitos legais muito exigentes em termos de segurança”.

O gestor da Portgás lembra que “a obra na rua Cruz de Pedra esteve programada e foi iniciada com acompanhamento arqueológico da empresa que presta o serviço para a Portgás após termos autorização da edilidade e de se ter submetido o PATA ao IGESPAR”.

Nesse sentido, prossegue, “foram efetuadas sondagens e alguma abertura de vala, tendo-se constatado que existiam grande quantidade de infraestruturas de outras entidades”, na rua Cruz de Pedra, e “um aqueduto antigo em pedra em funcionamento”.

Da análise efetuada na altura pela equipa que acompanha os trabalhos da Portgás (empreiteiro/ fiscalização/ Arqueólogo) , foi decidido que a infraestrutura de gás “não poderia ser instalada cumprindo com os requisitos legais de segurança relativos a outras infraestruturas, face a esses constrangimentos foi decidido por mim a não execução da referida rede” — assegura Rui Oliveira.

“Será possível a sua execução numa intervenção profunda no arruamento que a edilidade possa efetuar no futuro, a qual, a Portgás possa acompanhar e instalar a infraestrutura de gás cumprindo com distancias de proteção regulamentares”, disse o gestor.

“Braga, agora eleita segundo destino europeu para os turistas, não pode tolerar condições terceiro-mundistas ao nível das necessidades básicas da população”, finaliza o comunicado de Seco Magalhães.

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