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Alunos da França, Polónia, Alemanha e Suécia em Braga para quebrar as fronteiras da Europa

Erasmus+ © Mariana Gomes / Semanário V
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Com o objetivo de partilhar culturas e experiências, 28 alunos e 8 professores de espanhol oriundos da Alemanha, França, Polónia e Suécia viajaram para Braga, no âmbito do projeto Erasmus. Os alunos da Escola Sá de Miranda abriram as portas das suas casas para receber estudantes estrangeiros durante uma semana.

Intitulado “Una Europa, muchas historias”, trata-se de um projeto que pretende promover o contacto entre diferentes países, bem como partilhar e conhecer realidades diferentes, tendo em conta que “somos todos europeus, mas cada um tem a sua particularidade, cada um tem algo novo para oferecer”, explicou Joaquim Almeida, coordenador do projeto e professor na Escola Sá de Miranda.

Na semana de 18 a 21 de fevereiro, o Agrupamento de Escolas Sá de Miranda vai oferecer diversas atividades, com base no projeto que tem como tema a herança cultural europeia. Serão abordadas histórias locais, regionais e nacionais.

Um dos objetivos principais é que os alunos desenvolvam um pensamento crítico sobre o passado, presente e futuro da Europa, através do estudo do património cultural, nas suas formas tangíveis e intangíveis.

São considerados os monumentos e tudo o que é visível como herança tangível, sendo que as tradições complementam a herança intangível.

 

Erasmus+ © Mariana Gomes / Semanário V

 

Esta semana pretende ser uma partilha de conhecimentos, costumes e tradições, terminando o encontro com um conjunto de jogos tradicionais de cada país. “Cada grupo de alunos vai apresentar um jogo e vamos conseguir conhecer outros jogos que não são típicos da nossa cidade”, explica Joaquim Almeida, coordenador do projeto e professor na Escola Sá de Miranda.

Durante a semana, os alunos e professores estrangeiros vão visitar vários monumentos da cidade de Braga, como a Sé, “porque é paragem obrigatória em Braga” e o Populum, onde os alunos vão ter a oportunidade de fazer um workshop de azulejo barroco e, ainda, levar uma lembrança de algo feito por eles em Portugal e que acaba por ser representativo da cidade.

Vão ficar a conhecer, também, o Sameiro, onde “podem ter uma vista panorâmica da cidade” e o Bom Jesus. Todas as visitas são acompanhadas por guias em Espanhol.

Esta terça-feira, foi realizado um peddy-paper, uma caça ao tesouro pelos principais monumentos romanos da cidade e os visitantes tiveram, ainda, acesso a vários espaços que apenas estão abertos durante a Braga Romana, mas que o Município de Braga disponibilizou para este encontro.

Tentámos organizar as visitas tendo em conta a variada oferta que Braga tem nas diversas áreas e nas diversas épocas pelas quais a cidade passou”, explicou o coordenador.

Os alunos dos diversos países da Europa vão, também, assistir a aulas, “para poderem contactar com um sistema educativo diferente e perceberem como é estudar noutro país, como é que é uma sala de aula, como é que funciona, por vezes coisas tão simples como entrar na sala de aula”.

Além disso, foi organizada uma palestra dinâmica com o Dr. Carlos Pazos, da Universidade do Minho, acerca dos estereótipos, onde será abordada a forma como “nós vemos os outros, como é que nós achamos que os outros nos vêm a nós e, afinal, como é que toda a gente na realidade se vê”.

A palestra tem como objetivo destruir alguns preconceitos existentes de culturas diferentes. “Nós temos uma ideia de um povo, mas depois de contactarmos com ele ficámos com uma ideia completamente desfeita e diferente”.

 

Erasmus+ © Mariana Gomes / Semanário V

 

Num projeto onde a partilha de culturas é o grande objetivo, Joaquim Almeida realça a importância do papel dos alunos na sociedade e, especificamente, na iniciativa, salientado que “estes miúdos é que vão mudar o mundo”, porque “quando conhecemos pessoas de outros países e convivemos com elas durante um certo tempo, muito dificilmente iremos entrar em conflito com ela no futuro. Por isso estes projetos podem ajudar a melhorar o mundo”.

Continuou, sublinhando que “é preciso que os alunos percebam que são eles que têm o poder nas mãos, que podem construir um futuro muito melhor, mais pacífico, compreensivo e, principalmente, tolerante”.

O contacto com países com outras vivências é o aspeto mais importante deste desafio, refere a diretora do Agrupamento de Escolas Sá de Miranda, Antonieta Silva, que reforça que “são estes momentos de partilha de culturas que abrem horizontes”.

A partilha de conhecimento entre alunos é por demais evidente e os projetos de Erasmus têm essas vantagens que é fazer com que não haja fronteiras na Europa e que os estudantes, mesmo precocemente, comecem a contactar com outros estudantes e com outras realidades”, declara a diretora da escola, acrescentando que “isto é essencialmente virado para os jovens, virado para os alunos e creio que são semanas sempre muito intensas e são experiências muito inesquecíveis e que ficam amizades durante toda a vida”.

Os alunos foram recebido esta terça-feira no Salão Nobre da Câmara Municipal de Braga, onde a vereadora Lídia Dias, reforçou o papel da cidade na promoção da cultura, relembrando que Braga foi eleita a segunda melhor cidade europeia em 2019.

Este projeto tem a duração de dois anos, tendo iniciado em outubro de 2018 e termina em setembro de 2020. Os alunos participantes têm entre os 15 e os 17 anos e frequentam a disciplina de Espanhol no ensino secundário. O projeto Erasmus+ vai desenvolver-se ao longo dos anos letivos de 2018-2019 e 2019-2020.

 

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