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Estiveram fora vários anos e regressam para abrir lojas em Vila Verde

Domingos Abreu, proprietário do Petúlia Restaurante (c) Luís Ribeiro / Semanário V
Fernando André Silva

Alguns vila-verdenses que partiram há vários anos de Vila Verde estão a abrir novos espaços no centro da vila, como lojas de roupa, casas de petiscos ou restaurantes. O Semanário V falou com três destes novos comerciantes da vila que apostam os rendimentos obtidos em investimentos no comércio local.

Glória Oliveira, costureira que foi recentemente alvo de reportagem no Semanário V por ser a escolhida para os arranjos de costura da família real inglesa e para alguns dos “lords” e “ladys” da elite de Londres, abriu nesta segunda-feira um atletier de costura em Vila Verde, de nome GO Atelier.

Glória Oliveira (c) Luís Ribeiro / Semanário V

Na Av. Marechal Humberto Delgado, junto ao Centro de Saúde de Vila Verde. Glória tem a expectativa de não ter de regressar a Londres, onde passou os últimos anos de vida a trabalhar também em uma loja de costura habitualmente frequentada pela elite londrina.

Com 52 anos, viveu grande parte da vida em Atães, concelho de Vila Verde, e desde 2014 que trabalhou para alguns dos maiores bilionários da zona rica de Londres, primeiro como “nanny”, e depois como técnica de acabamentos têxteis da prestigiada marca Pristine.

Glória explicou ao Semanário V que era proprietária de uma fábrica têxtil mas que acabou por ter de emigrar para assegurar o futuro dos filhos, que ficaram em Portugal. Cinco anos volvidos, está de regresso e espera não ter de sair mais de Vila Verde.

Glória Oliveira já trabalho no GO Atelier (c) Luís Ribeiro / Semanário V

José Esteves, empresário natural de Sabariz, e proprietário de três espaços de restauração na cidade de Dusseldorf, na Alemanha, para onde emigrou há mais de uma década, também vai abrir um novo espaço, desta vez na freguesia de Sabariz, em Vila Verde.

O novo local, dedicado a petiscos, será gerido pela irmã, Rosa Esteves, e tem como factor diferenciado a preparação desses mesmos petiscos em potes tradicionais daquela freguesia. Já José Esteves, ficará a gerir os negócios na Alemanha, mas estará também, sempre que possível, com um “pé em Vila Verde”.

O Semanário V falou com os dois irmãos que viram um fator diferenciado em Sabariz devido à já afamada confeção das sopas e caldos nos tradicionais potes de ferro.

Rosa Esteves vai gerir o novo espaço enquanto José Esteves permanece a gerir os estabelecimentos na Alemanha (c) FAS / Semanário V

Segundo Rosa Esteves, o local, chamado O Pote, terá Feijoada no Pote, Cozido à Portuguesa no Pote, entre outras iguarias.

A abertura oficial está marcada para o próximo dia 23, sábado, mas na sexta-feira há uma pré-inauguração onde José Esteves estará também presente, assim como vários “amigos” dos irmãos e da freguesia de Sabariz.

José Esteves é proprietário do Frango Português, em Dusseldorf, onde milhares de emigrantes portugueses na Alemanha se reúnem para recordar iguarias de Portugal.

É também lá onde se realiza a Festa do Caldo de Pote de Sabariz, versão alemã, que desperta a curiosidade de milhares de alemães que por lá passam durante o evento, à semelhança do que acontece com a mesma festa, no mesmo modelo, realizada em Sabariz.

José Esteves / DR

Ao Semanário V, José Esteves explica que este novo investimento é “por amor à terra que o viu nascer” e considera que estão reunidas as condições para que o novo espaço tenha sucesso.

Domingos Abreu esteve 36 anos em Lisboa mas vê o futuro em Vila Verde

Domingos Abreu, 55 anos e natural de Aboim da Nóbrega, reabriu há cerca de um ano o restaurante Petúlia, no centro de Vila Verde.

Estudou em Vila Verde mas foi ainda “muito novo” para o Brasil. Regressou a Portugal onde passou os últimos 36 anos com estabelecimentos abertos na baixa de Lisboa.

Ao Semanário V, explica que regressou às origens e decidiu investir no comércio local, com a abertura do novo restaurante Petúlia, ao qual não mudou o nome.

Domingos Abreu, proprietário do Petúlia Restaurante (c) Luís Ribeiro / Semanário V

“Acho que Vila Verde tem potencialidade para este tipo de estabelecimento”, refere, apontando, no entanto, alguma saturação de mercado. “No verão, os restaurantes enchem com turistas e emigrantes, mas o resto do ano é mais complicado”.

Domingos conta que aplicou um “Menu Executivo” que atrai trabalhadores do comércio e serviços do centro da vila, incluíndo o presidente da Câmara, que uma vez por semana lá vai almoçar. Para além desse menú mais económico, trouxe do Brasil o gosto pela picanha e pelos rodizíos, sendo esse também uma das “montras” do Petúlia.

Domingos Abreu e família (C) Luís Ribeiro / Semanário V

Patrício Araújo vê com bons olhos este investimento

O Semanário V falou com o responsável pela área económica do Município de Vila Verde, que diz ver “com bons olhos” este regresso às origens de vários empresários vila-verdenses. “É para nós motivo de satisfação que estes empresários invistam no concelho. É também sinal que Vila Verde é, cada vez mais, um bom local para os empresários investirem, existindo cada vez mais condições para que o possam fazer”, garantiu.

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Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista