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Vila Verde registou mais de 400 acidentes rodoviários em 2018

Fernando André Silva

O concelho de Vila Verde registou cerca de 400 acidentes rodoviários durante o ano de 2018, entre colisões, despistes e atropelamentos.

Os números foram divulgados por António Vilela durante a última reunião de executivo municipal, na sequência de uma questão dos vereadores do Partido Socialista sobre um eventual plano de segurança rodoviária para o concelho por parte da autarquia.

O edil adiantou que o plano estratégico foi definido pelo Estado, algo que os vereadores do PS “estranharam” e relembraram António Vilela que o mesmo terá dito que o Município teria uma estratégia própria.

Segundo o edil, o concelho de Vila Verde, face à resolução do Conselho de Ministros de 19 de junho de 2017, tem vindo a implementar uma estratégia concelhia para a segurança rodoviária.

Refere o edil que foram delineadas um conjunto de estratégias que visam combater a sinistralidade e diminuir o número de atropelamentos, apontando que, em 2018, o concelho de Vila Verde “teve mais de quatrocentos acidentes entre colisões, atropelamentos e despistes. Destes acidentes resultaram cinco mortes, cinco feridos graves e cento e vinte e cinco feridos leves”.

“Face a estes dados, que são preocupantes, e aos objetivos do Plano Estratégico Nacional de Segurança Rodoviária (PENSR 2020), que prevê a aplicação de medidas com o objetivo de reduzir a taxa de sinistralidade e de diminuir o número de mortos na estrada, verificamos que, no ano de 2018, os índices de sinistralidade em Vila Verde é bastante superior às metas definidas naquele documento estratégico”, admitiu António Vilela.

António Vilela quer ver Vila Verde “a ir ao encontro dos objetos deste plano”, dando início a “uma estratégia de segurança rodoviária, designadamente com o objetivo de reduzir o número de colisões, de despistes e de atropelamentos”.

“Para alcançar este objetivo, foram marcadas ou remarcadas quase todas as vias municipais, colocada nova sinalização e criados mecanismos que promovam acalmia de trânsito nos pontos de maior perigosidade como, por exemplo, junto das escolas e na área envolvente, nos centros cívicos das freguesias e em locais onde se verifica grande perigosidade ou elevado número de acidentes”, esclarece o edil.

“Foram, ainda, criadas condições para que as pessoas possam utilizar formas alternativas, em segurança, à mobilidade rodoviária, como a construção de passeios em várias vias municipais e nacionais, incluindo a passagem de percursos alternativos que garantam uma circulação pedonal ou de bicicleta, com diminuição do risco de acidente”, aponta ainda.

O edil almeja a circulação em segurança, “sem obstáculos, como acontecia, por exemplo, no acesso à Igreja de Vila Verde, que não era possível para quem utiliza uma cadeira de rodas”.

Por fim , declara ainda, que o Município está a implementar a estratégia prevista na Resolução do Conselho de Ministros n.º 85/2017, onde se refere que os “Municípios são responsáveis pelos programas de mobilidade, executam ao nível municipal políticas públicas de mobilidade que integram modos suaves de transporte (ciclovias e veículos elétricos e pedonal), programas de mobilidade elétrica e, ainda, programas de promoção da acessibilidade nos arruamentos e atravessamentos (rebaixamento de passeios, remoção de obstáculos do passeio e nas vias, colocação e sobreelevação de passadeiras e atravessamentos seguros, entre outros)”.

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Jornalista