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Mais de 90% dos Técnicos de Diagnóstico estão em greve e querem parar o Serviço Nacional de Saúde

Greve TSDT maio 2018 © Facebook STSS
Mariana Gomes
Escrito por Mariana Gomes

Vários serviços do Serviço Nacional de Saúde estão fechados por falta de Técnicos de Diagnóstico. Entre analistas clínicos, radiologistas ou fisioterapeutas, entre outros técnicos que protestam contra o fim das negociações, a adesão à greve marcada para hoje dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica é superior a 90% e já se faz sentir em muitos serviços do Serviço Nacional de Saúde.

A adesão à greve por parte dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica em vários serviços leva ao encerramento dos mesmos em várias várias unidades hospitalares. De momento, os serviços mais afetados com esta adesão massiva à greve são os serviços de análises, radiologia, cardiopneumologia, farmácia, imagiologia e fisioterapia. 

A manifestação baseia-se no protesto contra o fecho unilateral das negociações e a aprovação da nova carreira sem acordo dos sindicatos. De norte a sul do país estes profissionais vão apelar à reposição de justiça, numa grande manifestação em Lisboa.

A concentração está marcada para as 14h00, em frente ao Palácio de Belém, de onde seguirão em desfile (Av. Da Índia, 24 de julho e D. Carlos I) até à Assembleia da República, onde está agendada manifestação para as 16h00.

Com o intuito de paralisar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), os técnicos vão manifestar publicamente a sua revolta e indignação com a publicação do Decreto Lei que regulamenta a carreira dos Técnicos Superiores de Diagnóstico e Terapêutica. Estes profissionais vão exigir aos partidos que passem das palavras aos atos e cumpram as promessas que têm feito.

“Dos partidos só queremos que cumpram e honrem a palavra, através do apoio já demonstrado às nossas reivindicações e que nos têm sido transmitidas no decorrer deste processo negocial de revisão e regulamentação da carreira”, afirma Luís Dupont, presidente do Sindicato.

Os TSDT’s exigem a alteração ao Decreto Lei aprovado em Conselho de Ministros que visa a transição e grelhas salariais dos TSDT, bem como transições justas que contemplem TSDT nas 3 (três) categorias da carreira e ressaltos salariais iguais a outras carreiras da Administração Pública, com o mesmo nível habilitacional e profissional.

Além disso, lutam ainda pelo correto descongelamento das progressões dos TSDT, independentemente do vínculo laboral, pelo respeito pela autonomia Técnica Científica dos TSDT, com gestão da prestação de cuidados nas suas áreas, quer ela seja estratégica, tática ou operacional, pelos TSDT, através da sua hierarquia própria, sendo devidamente remunerados pelas funções exercidas e, ainda, pelo fim de todas as bolsas de horas ilegalmente constituídas, sem o acordo escrito do trabalhador, com o pagamento integral como trabalho extraordinário/suplementar.

Por fim, pedem que sejam considerados e devidamente auscultados as reivindicações dos Sindicatos representantes dos TSDT, para uma efetiva negociação coletiva.

 

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Jornalista

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