Braga Destaque

Contratos da DST com entidades públicas chegam aos 500 milhões de euros

Inauguração de nova fábrica BySteel (grupo dst) em Braga © Sérgio Freitas
Fernando André Silva

A Domingos da Silva Teixeira, S.A. (DST), uma das maiores empresas do país no ramo da construção, com sede em Palmeira, Braga, que inaugurou mais uma unidade industrial esta quarta-feira, celebrou 232 contratos públicos, em individual ou em consórcio, no valor de 546.090.869,35 € (mais de meio bilião de euros).

Segundo o portal Base, que disponibiliza os contratos públicos portugueses, tanto a nível individual como em consórcio com outras empresas, o grupo dst assinou 232 contratos com entidades públicas, que vão desde autarquias ao Governo.

O último contrato de empreitada pública assinado pelo grupo DST foi em Cabanelas, para a modernização da rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola [regadio] de Cabanelas, no valor de 2.770.306,02 € (mais de dois milhões e setecentos mil euros).

No último semestre de 2018, a DST assinou 21 contratos com entidades públicas, um em consórcio com a PA Residel no valor de 2.146.948,51 € (mais de dois milhões de euros) para a beneficiação da linha de planos da linha de recuperação de materiais recicláveis e construção de uma ETAR, em Vila Nova de Gaia.

Outro dos contratos foi também em consórcio, mas com uma empresa que pertence ao grupo DST, a DTE – Instalações Especiais. Essa contrato, que a DST venceu em concurso público contra 18 outras empresas, foi para a construção de uma ETAR em Macieira de Rates, e foi cifrado com a Câmara de Barcelos pelo valor de 1.354.183,58 € (mais de um milhão e trezentos mil euros).

Ainda entre junho e dezembro de 2018, a dst ganhou contratos, a maioria através de concurso público, com as entidades do Governo como as Águas do Norte, Infraestruturas de Portugal, Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural. Assinou também contratos com as câmaras de Braga, Famalicão, Póvoa de Lanhoso, Barcelos, Resende, e ainda com a Escola Superior de Enfermagem do Porto para a repavimentação do parque automóvel daquela unidade de ensino público.

O último grande contrato público da dst remonta a 21 de maio de 2018, no valor 9.978.076,36 €, (cerca de 10 milhões de euros) valor distribuído pelas cinco empresas que constituíram o consórcio para a conclusão de eletrificação e RIV do troço Caíde-Marco, da Linha do Douro.

O mais antigo registo de contrato público disponível naquele portal da dst remonta a janeiro de 2009, na axecução de Ramais de Saneamento em Sequeira, Passos S. Julião e Tibães, obra atribuída pela AGERE através de ajuste direto no valor de 48.715,05 € (cerca de 50 mil euros).

Os concursos de obras que envolveram as verbas mais altas vencidos pela DST foram na sua grande maioria em consórcio com outras empresas, como é o caso da empreitada de reabilitação das infraestruturas no troço Miranda do Corvo / Serpins e Ramal da Lousã do Sistema de Mobilidade do Mondego, adjudicada pela REFER, no valor de 22.694.395,54 € (mais de vinte e dois milhões de euros), em que para além da DST, estavam também as empresas Corsán – Corviam Construcción, S.A, Isolux Engenieria, S.A, e a Dorsalve, S.L..

No entanto, uma das maiores obras da DST foi em consórcio com outra empresa do mesmo grupo, novamente a DTE, para a construção das infraestruturas de rega, viárias e de drenagem do Bloco de Pias na barragem do Alqueva, em Beja. O contrato foi cifrado com a Empresa de Desenvolvimento e Infra Estruturas do Alqueva SA, órgão público que gere aquela infraestrutura, no valor de 21.947.209,32 € (perto de vinte e dois milhões de euros).

O grupo DST venceu ao longo dos anos ainda vários contratos com entidades privadas. A 7 de maio de 2018, foi anunciado que a BySteel, do grupo DST, foi responsável pela obra de estruturas metálicas e sistemas de fachada em alumínio e vidro durante a construção da “Tribune du Jockey”, um conhecido hipódromo de Paris, que foi a principal reforma arquitetónica daquele espaço desde que tinha sido inaugurado em 1857 por Napoleão III.

A 23 de setembro de 2018, foi também anunciado que a DST ficaria responsável para ampliar a unidade logística da Bosch [privada] situada em Aveiro, num negócio que renderá mais de um milhão de euros à construtora.

Ainda no privado, a DST e a, novamente, a DTE, foram selecionadas para realizar a empreitada de ampliação e construção da nova unidade industrial da empresa URMI, em Algueirão, no concelho de Sintra, em empreitada avaliada em mais de dois milhões de euros.

O grupo DST tem sede em Palmeira e inicou atividade na década de 1940, através da extração de pedra. Nos anos 70 foram responsáveis pelo fornecimento do material que serviu para construir o estádio 1.º de Maio. Cerca de 30 anos depois, o grupo dst esteve também na construção do novo estádio municipal de Braga, “Pedreira”, que ainda hoje está na ordem do dia depois da penhora das contas bancárias da Câmara de Braga, promovida por esta empresa em conjunto com outras envolvidas na contrução do estádio, entretanto desbloqueada pelo munícipio através do pagamento de parte da dívida que ultrapassa os quatro milhões de euros.

Comentários

Acerca do autor

Fernando André Silva

Fernando André Silva

Jornalista

Deixar um comentário