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Editorial. Somos todos Extraterrestres

Os alicerces políticos e sociais em Vila Verde abalaram esta segunda-feira com a notícia de que José Manuel Fernandes está a ser investigado por suspeitas de prevaricação de cargo público na sequência de um contrato de obras públicas assinado em 2008, na reta final do seu percurso como presidente da Câmara de Vila Verde. O eurodeputado, que quer ser reeleito, pode assim ter o lugar em perigo, fruto das diretrizes da nova direção do partido. Rui Rio não vê com bons olhos candidatos com problemas na justiça, e esta investigação pode manchar o percurso do político português que, alegadamente, mais produz no Parlamento Europeu. Esse é, aliás, outro “imbróglio” em que JMF está inserido, depois de saírem notícias que o davam como o elemento mais assíduo e produtivo por entre os portugueses eleitos naquele parlamento. Nuno Melo, eurodeputado eleito pelo CDS e um dos mais “conhecidos” por entre os eleitores do Minho, não gostou das notícias e desmentiu-as, deixando no ar que JMF paga para que esse tipo de notícias sejam divulgadas. Se um caso tem a ver com o outro? Não sabemos. Todavia, é estranho que a “chibaria”, como diz Conan Osiris, tenha levado uns 20 dias a anunciar o pedido de levantamento da imunidade parlamentar de JMF, e que o mesmo só tenha sido anunciado após esta pequena “batalha” entre os dois eurodeputados.
Continuando na “chibaria”, quem não se conteve e convocou os jornalistas foi João Luís Nogueira, diretor-geral da EPATV, que acusa a Câmara de Vila Verde de tentar excluir os alunos daquela escola profissional, por não incluir a mesma num plano de combate ao insucesso escolar. Júlia Fernandes, vereadora da Educação, refere que o apoio não pode ser concedido por se tratar de uma escola com capital maioritariamente privado. No entanto, no regulamento nada disso é apontado, o que leva a que as desconfianças de João Luís Nogueira façam todo o sentido. Será que esta exclusão se deve à amizade entre o diretor-geral daquela escola e o atual líder e vereador do PS de Vila Verde, José Morais? Não sabemos, mas João Luís Nogueira acha que sim. A confirmar-se, trata-se do pior que pode existir na função pública, quando favorecem uns em detrimento dos outros. Aqui no V sabemos bem que a Câmara é capaz disso, ou já não o tivéssemos sentido na pele, ao deixarem-nos sem resposta a várias questões, de forma reiterada. Não estudamos na EPATV, mas também não somos extraterrestres.

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Paulo Moreira Mesquita

Paulo Moreira Mesquita

Diretor Semanário V