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Brassicas são atração turística na Av. da Liberdade

Jardins da Av. da Liberdade © FAS / Semanário V
Fernando André Silva

As brassicas e as margaridas plantadas nos jardins da zona pedonal da Avenida da Liberdade, no centro de Braga, têm encantado os turistas e os populares que por lá passam.

Olhadas inicialmente com desconfiança, sobretudo as brassicas pela sua similaridade com hortaliças – família à qual pertencem -, a escolha da divisão de Jardins e Espaços Verdes da Câmara de Braga parece ter resultado.

Jardins da Av. da Liberdade em março de 2019 © FAS / Semanário V

Estas novas plantas foram criadas no viveiro próprio da Câmara de Braga e plantadas neste local em dezembro de 2018, em ação da divisão de Jardins e Espaços Verdes da Câmara de Braga, que garantiu na altura que o resultado final certamente agradaria à maior parte dos transeuntes.

Aquela divisão procede à mudança destes canteiros duas vezes por ano, em dezembro e em junho. O chefe daquela divisão indicou ao Semanário V que os amores-perfeitos, plantados em dezembro de 2017, “acabavam por morrer em abril”, daí este ano apostarem nas margaridas e nas brassicas.

Jardins Av Liberdade, dezembro 2018 (c) FAS / Semanário V

“Já se geraram alguns comentários aqui na rua de que parece um canteiro, mas como é óbvio, as plantas vão florescer”, disse na altura o chefe de divisão, em resposta às críticas que apontavam as flores como “couves para a sopa”. Mas as brassicas, de quatro variedades, deram mesmo diferentes cores.

Processo económico para a autarquia

Todo o processo de germinação das plantas é feito em viveiros orientados por esta divisão municipal, como explicou a mesma fonte. “Comprámos as sementes, mas a partir desse momento, tudo o resto é feito por nós, desde a germinação, ao transporte, à plantação e ao momento de retirar”, assegura o chefe de divisão, salientando que isso permitiu “economizar” nos cofres da autarquia.

Jardins da Av. da Liberdade em março de 2019 © FAS / Semanário V

Também Altino Bessa, vereador do Ambiente da Câmara de Braga, explicou ao Semanário V que a utilização de “flores de época” foi seguida não só pela sazonalidade e resistência mas também por ser um processo menos dispendioso, uma vez que não necessitam de tanta rega como outro tipo de flores não apropriadas para o clima.

Os jardins da Avenida da Liberdade são uma das principais atrações turísticas do centro de Braga, sendo requalificados de seis em seis meses pela Divisão de Jardins e Espaços Verdes da Câmara de Braga.

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Jornalista