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Braga. Disputa entre irmãos empreiteiros motiva nova intervenção da GNR

Foto: FAS/ Semanário V
Fernando André Silva

A GNR foi chamada a intervir durante todo o horário laboral desta segunda-feira na sequência de um conflito entre irmãos empresários, no Parque Industrial de Celeirós, em Braga. Um dos empresários é Custódio Correia, gerente da empresa que gere os estacionamentos pagos em Vila Verde.

Ao que o Semanário V apurou, os dois irmãos, Custódio Correia, da empresa Socicorreia, e António Correia, da ACF, continuam envolvidos em litígios judiciais, e esta segunda-feira, depois de um agente de execução judicial se deslocar à sede da ACF, terá sido impedido de realizar o seu trabalho.

A ordem judicial indicava que o agente de execução deveria ser acompanhado por militares da GNR, algo que aconteceu, mas houve necessidade de chamar reforços, com um pelotão de intervenção rápido a deslocar-se também ao local de forma a evitar desacatos de maior.

Foto: FAS/ Semanário V

Os confrontos surgiram depois de uma providência cautelar de restituição provisória de posse, intentada pela Socicorreia – Engenharia,SA e Sociorreia – Investimentos Imobiliários, Lda, contra Arlindo Correia & Filhos, SA e António Correia, a qual determinou “a restituição àquelas da parte dos prédios referente ao parque de estacionamento de acesso aos armazéns”.

Custódio e António, dois dos sete filhos do antigo gigante da construção bracarense Arlindo Correia, dividem aquele edifício, no parque de Celeirós. O mesmo tem escritórios alugados a outras empresas que, esta manhã, mostravam algum espanto com a ocorrência.

Foto: FAS/ Semanário V

Essa providência condenava ainda a ACF a “não impedir ou dificultar de qualquer forma o acesso, a livre circulação”, das viaturas da Socicorreia, num parque de acesso cuja entrada é dividida pelos dois irmãos desavindos, depois de ACF, alegadamente, ter colocado atrelados de camiões a impedir a passagem para a zona de estacionamento da Socicorreia.

Nas várias ações cruzadas entre os irmãos empreiteiros desavindos, está em causa o acerto de contas entre ambos, que numa primeira fase afastaram daquelas empresas outro irmão, José Correia, decisão já declarada ineficaz, pelo Supremo Tribunal de Justiça, alegando Custódio que António vendeu bens imobiliários seus sem lhe pagar, mas António diz que os bens eram seus, na sequência da divisão dos patrimónios comuns.

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Jornalista