Vila Verde

Braga. Vereador quer restauro de edifícios em vez de reconstruções

Edifício fica situado no jardim da Senhora a Branca © FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Miguel Bandeira, vereador responsável pelo património na Câmara de Braga, quer privilegiar o “restauro sobre a reconstrução”, no centro histórico de Braga, de forma a respeitar o património herdado.

Presente na reunião do Conselho Estratégico para a Regeneração Patrimonial e Urbana de Braga, na quinta-feira, analisou a alteração do Código Regulamentar do Município de Braga, no que se refere à salvaguarda e reabilitação do centro histórico e do património inventariado.

O vereador explicou que esta alteração procura responder a “novos desafios do crescimento turístico, procura de alojamento, dinâmica económica e da necessidade de introduzir a mobilidade nas ações de reabilitação”.

Miguel Bandeira aponta que, nos últimos tempos, o centro histórico da cidade tem sido alvo de uma “elevada dinâmica de revitalização e valorização patrimonial”, transformando-se num “espaço muito estimulante para a promoção imobiliária, potenciando a regeneração urbana e a reanimação do centro da cidade”.

Miguel Bandeira refere que a regeneração urbana deve ser desenvolvida “com respeito pelo património herdado, que tem uma forte vertente de bem comum”.

O vereador explica que a alteração às normas constantes do título III da parte B do Código Regulamentar “vem acentuar a intenção de salvaguarda e reabilitação do centro histórico, mantendo a sua autenticidade, em simultâneo com o acompanhamento dos desígnios ambientais que estamos obrigados”.

“Não se pretende a descaracterização dos edifícios, aceitando-se as mínimas alterações interiores para adaptação ao uso e às condições atuais de conforto e segurança, privilegiando-se o restauro sobre a reconstrução”, explicou Miguel Bandeira, adiantando ainda que “uma das alterações propostas incide sobre o alargamento de determinadas condicionantes e orientações aos imóveis inventariados como património cultural do concelho”.

A sustentabilidade ambiental é um dos eixos que orienta esta alteração. O objetivo passa pela não autorização da criação ou alteração de vãos exteriores nas suas dimensões e configuração, incluindo os que se destinam a entradas de garagem, em especial nas ruas situadas dentro do perímetro das muralhas medieval e romana.

Este Conselho Estratégico para a Regeneração Urbana é um órgão consultivo que tem como objetivo “acompanhar e avaliar as linhas estratégicas de atuação municipal nos domínios da regeneração urbana no sentido de qualificar e partilhar o debate ao nível multissetorial, quer na especialidade, quer na representatividade, ao mesmo tempo que promove a competitividade do seu tecido empresarial”.

Presidido por Ricardo Rio, o Conselho é composto pelas diversas valências municipais, desde instituições, associações e coletividades de participação cívica, passando pelo setor empresarial, assim como especialistas convidados de reconhecida competência profissional.

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Jornalista