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Pulseira eletrónica para funcionários da Câmara? Declarações polémicas de Ricardo Rio

Ricardo Rio (c) Mariana Gomes / Semanário V
Fernando André Silva

A última reunião descentralizada de executivo da Câmara de Braga proporcionou um momento insólito que envolveu o vereador da CDU, Carlos Almeida, e o edil, Ricardo Rio.

O vereador comunista questionou o presidente de câmara sobre os torniquetes instalados no edifício do Pópulo, apontando-os como uma forma de controle sobre os funcionários das diferentes divisões.

Na resposta, o edil terá dito que “se pudesse, colocava pulseira electrónica a alguns trabalhadores”, algo que revoltou Carlos Almeida que tornou as declarações públicas através do Facebook.

Ricardo Rio aponta que alguns funcionários não cumprem os horários e que se deve exigir mais zelo dentro da função pública. Refere também que os torniquetes existem por questões de segurança.

No entanto, Carlos Almeida aponta que os trabalhadores já têm controlo de assiduidade e já “picam o ponto”. “Entendo, por isso, esta medida como forma de humilhação e manifestação de desconfiança sobre os trabalhadores que exercem funções naquele edifício municipal”, diz o vereador.

“Se há funcionários que não cumprem as suas obrigações, e estão identificados, impõe-se uma ação sobre esses e nunca a instalação de um clima de desrespeito e vigilância policial sobre todos”, acrescenta.

Sobre notícias vindas a público que indicavam que foi o próprio Carlos Almeida quem falou em pulseiras eletrónicas, o mesmo refere que “quem sugeriu a colocação de pulseiras electrónicas foi o Presidente da Câmara e só a ele pode ser atribuída essa declaração”.

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Jornalista