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Vila Verde. Empresária insulta no Facebook após decisão judicial

Fernando André Silva

Paula Cristina Mota Ferreira, uma das responsáveis pela empresa Delfexpresso – Transportes Internacionais, Lda, que conheceu recentemente uma sentença no Tribunal Judicial de Braga que obriga a realizar as cargas e descargas de camiões em outro local que não na sede, situada em Carreiras de São Miguel, no prazo de quatro anos, insultou utilizadores da rede social Facebook, na sequência de uma notícia publicada pelo Semanário V que dá conta dessa mesma decisão judicial.

A empresária esteve presente na sessão de instrução de julgamento, onde chegou a acordo com a autora de uma queixa contra a empresa Delfexpresso, conforme publicado na ata daquela sessão judicial, a que o Semanário V teve acesso. No entanto, face à publicação da notícia, Paula Ferreira veio a público, através de comentários na página de rede social do Semanário V e de outros utilizadores que partilharam a mesma notícia, negar o noticiado, insultando não só os colaboradores do jornal como ainda outros utilizadores que comentaram a notícia.

Recorde-se que a empresa, com sede na União de Freguesias de Carreiras São Miguel e São Tiago, concelho de Vila Verde, foi condenada a mudar de instalações durante os próximos quatro anos pelo Tribunal. À empresa foi ainda recomendado que encontre agora um local mais “próprio” para efetuar o trabalho, sugerindo a juiz zonas industriais para o efeito.

Em audiência de instrução de julgamento, realizado no passado dia 27 de fevereiro, a ré Delfexpresso, obriga-se a, no prazo de quatro anos, com a moratória de seis meses, a contar da data da audiência, a cessar a atividade de carga e descarga na sua sede, sita na rua D. Egas Pais, antigo lugar da Cachada. Obriga-se ainda a não queimar pneus junto à estrada municipal que liga as duas antigas freguesias de Carreiras.


A decisão surge na sequência de uma queixa apresentada em Tribunal por uma moradora daquela rua, vizinha da sede, que se queixava de cargas e descargas efetuadas em horários noturnos, que, segundo a autora da queixa, se prolongavam até às 4h da madrugada.

Em tribunal, as duas partes chegaram a um acordo durante a instrução de julgamento, com a ré a ser obrigada a manter horários restritos durante os próximos quatro anos, que não ultrapassem as 18h, em dias de semana, e as 20h30, aos sábados. Está também proibida de exercer atividade aos domingos e feriados. Está ainda obrigada a não proceder à queima de pneus, dentro do bidão junto à Estrada Municipal, ou no seu recinto, conforme escrito em ata de julgamento.

Contactado pelo Semanário V, o advogado da autora da queixa, João Silva, indica apenas que a cliente pretende ver “a decisão a ser cumprida” e, ao que apurámos, a empresa tem cumprido a sentença.

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Jornalista