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Espanhóis já vêm às centenas fazer o novo trilho Sameiro/Galiza. “Via Mariana” arranca em força

Caminhada Braga - Muxia (c) FAS / Semanário V
Fernando André Silva

Perto de 150 peregrinos de nacionalidade espanhola estiveram este domingo em Vila Verde, para percorrer parte do troço da nova “Via Mariana”, novo trilho para peregrinos que liga o Sameiro [Braga] a Muxia [Galiza].

Caminhada Braga – Muxia (c) FAS / Semanário V

Ainda desconhecido do público português, embora já noticiado pelo Semanário V, este novo trilho terá apresentação oficial em Portugal no próximo dia 14 de março, no Santuário do Sameiro.

O Semanário V acompanhou parte da caminhada, entre Aboim da Nóbrega e Ponte da Barca, e falou com Ramon Varela, guia que dinamizou o percurso. O espanhol referiu que a caminhada teve início em Aboim da Nóbrega e terminou em Vila Nova de Muia, em Ponte da Barca, numa extensão de mais de 20 quilómetros.

Caminhada Braga – Muxia (c) FAS / Semanário V

Este novo trilho, que percorre vários santuários marianos entre Braga e Galiza, não pretende ser “concorrência” dos conhecidos caminhos de Santiago, mas pretende sim ser um novo trilho para peregrinos e caminheiros que passe por locais remotos do Minho e da Galiza que, de outra forma, são desconhecidos, como adiantou ao Semanário V Henrique Malheiro, responsável em Portugal pela Associação de Amigos da Via Mariana.

Esta associação de caminheiros está a ligar Braga à cidade galega de Muxia com a criação de uma rota de 372 quilómetros que unirá os templos de devoção mariana que habitualmente possuem romarias. No percurso, os peregrinos vão conhecendo lendas e mitos em aldeias do antigo reino da Gallaécia, que chegou a ter capital em Braga e dominava toda a área do Minho e da Galiza no período pós-romano.

Caminhada Braga – Muxia (c) FAS / Semanário V

A Via Mariana nasce a partir do santuário do Sameiro, em Braga pela vontade desta associação composta por elementos galegos e minhotos que pretendem valorizar as áreas rurais galegas e recuperar partimónios únicos que se encontram abandonados e esquecidos, para além de unirem as nove principais rotas marianas da região. Já apresentaram o projeto à Arquidiocese de Braga que se mostrou compelida a apoiar e promover esta nova rota para peregrinos e caminheiros, havendo uma conferência de imprensa marcada para o próximo dia 14, onde será anunciada de forma oficial.

DR

A rota parte do santuário do Sameiro, passa na Sé de Braga, e dirige-se para Prado, seguindo. pelo concelho de Vila Verde até Goães, em Ribeira do Neiva, onde se encontra um albergue de peregirnos que acolherá os caminheiros ao fim do primeiro dia da rota. Segue depois por Duas Igrejas, Godinhaços, Codeceda, Portela do Vade, terminando em Aboim da Nóbrega, onde o Parque de Campismo local será o segundo ponto de dormida. Segue depois pelo concelho de Ponte da Barca até à Senhora do Livramento, passa em Arcos de Valdevez, no Soajo, terminando no segundo templo mariano da rota – Senhora da Peneda. Passa depois a fronteira seguindo até Santiago de Compostela, terminando em Múxia, a 25 quilómetros de Finisterra, local habitual onde os usuários da rota jacobeia terminam a peregrinação.

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Jornalista